Uma Proposta Indecente

Xavier Knight sabe que duas coisas garantem o interesse de uma garota: carros rápidos e dinheiro. Ele tem as duas coisas. Quando um escândalo o obriga a um casamento arranjado com Angela Carson, uma zé-ninguém sem um tostão, ele presume que ela seja uma interesseira – e promete fazer de sua vida um inferno. Mas as aparências enganam, e às vezes os opostos não são tão diferentes quanto parecem…

Classificação etária: 18+

Autor original: S. S. Sahoo

 

 


 

Billionaires, Contemporary

 

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Chapter 1

Sumário

Xavier Knight sabe que duas coisas garantem o interesse de uma garota: carros rápidos e dinheiro. Ele tem as duas coisas. Quando um escândalo o obriga a um casamento arranjado com Angela Carson, uma zé-ninguém sem um tostão, ele presume que ela seja uma interesseira – e promete fazer de sua vida um inferno. Mas as aparências enganam, e às vezes os opostos não são tão diferentes quanto parecem…

Classificação etária: 18+

Autor original: S. S. Sahoo

ANGELA

Todos pensam que são heróis.

Fantasiamos sobre momentos de glória – os que lemos em livros e vemos em filmes.

Correr para um prédio em chamas para resgatar um cão? Claro. Doar um rim para um amigo? Sem problemas. Tentar impedir um assalto à mão armada? Fácil.

Mas a dura verdade é que não sabemos como reagiremos quando o momento chegar. Não até que o assaltante tenha a arma apontada para sua têmpora, e você possa sentir o cheiro do metal.

Você será forte o suficiente para isso? Para enfrentar a arma e dizer: “Escolha-me. Atire em mim. Mate-me”.

Quando chegar a hora, o que você escolherá?

Sua vida ou a deles?

***

Apertei a mão do meu pai, com meu coração na minha garganta. Doeu vê-lo assim. Estava inconsciente na cama do hospital, com tubos presos em seus braços e peito. Máquinas apitavam ao seu lado, e uma máscara de oxigênio cobria seu rosto.

Lágrimas caíam pelo meu rosto, e eu as limpei pela milésima vez.

Ele era uma constante em minha vida. A âncora que mantinha nossa família unida. Um pilar de força e saúde.

Lucas, meu irmão mais velho, apareceu à porta. Eu me aproximei e o abracei.

“O que disse o médico?” eu perguntei.

Lucas olhou por cima do meu ombro para o meu pai. “Vamos para o corredor”.

Concordando, eu fui até meu pai e dei um beijo em sua testa antes de seguir Lucas.

Na luz fluorescente do corredor do hospital, pousei meu olhar sobre meu irmão. Olhando para seu cabelo desgrenhado, bochechas sem barba e os círculos roxos profundos sob seus olhos, eu sabia que ele tinha tido um dia difícil.

“Ouça, Angie…” Lucas começou. Ele pegou minha mão como fazia quando eu era criança e tinha medo do escuro. “Preciso que você fique calma, tudo bem? Seja forte. O diagnóstico… é muito ruim”.

Eu acenei e respirei fundo.

“Nosso pai…” Lucas começou, parou, e depois desviou seu olhar para o teto. Então limpou a garganta. “Ele teve um derrame”.

Lágrimas frescas brotaram em meus olhos.

“Ainda não sabemos o quanto isso o afeta, mas eles acham que a ELA teve algo a ver com isso”, continuou ele.

“O que podemos fazer?” perguntei, com desespero em minha voz.

“Descansamos um pouco”, disse Danny, meu outro irmão, por trás de mim. Ele se aproximou e me deu um abraço. “Os médicos ainda estão fazendo alguns testes”.

Meus dois irmãos deram uma olhada, e eu sabia que eles não estavam me dizendo nada.

“O quê?” Eu exigi. “O que está acontecendo?”

Lucas balançou a cabeça.

“Você tem uma entrevista chegando, não tem?”, perguntou ele. “Vá para casa e durma um pouco. Nós te ligamos quando soubermos mais, está bem?”

Eu lamentei. Não queria partir, mas sabia que meus irmãos estavam certos. Era importante que eu conseguisse este emprego.

Nos despedimos e eu saí em direção ao ar frio noturno. Espiei as luzes da cidade de Nova Iorque ao longe, com um pavor em meu estômago.

Eu me senti impotente.

Não havia nada que eu pudesse fazer?

XAVIER

A garota ao meu lado gemeu enquanto eu girava o volante, mandando o carro para uma curva fechada. Ela riu, alterada pelo speed e champagne que tomou.

“Xavier!” Ela mordeu o lábio, suas mãos correndo para cima ao longo da minha coxa. Duas coisas garantem o interesse de uma garota.

O rugido de um carro veloz e uma porrada de dinheiro.

Acelerei meu Lamborghini pelas estradas cênicas de Mônaco. A loira gostosa ao meu lado tremia de prazer, acariciando o volume em minhas calças. Ela era uma modelo para um desfile de moda na cidade.

Já havíamos fodido algumas vezes.

Eu nem sabia o nome dela.

Eu sorria enquanto ela desabotoava minhas calças, suspirando de prazer enquanto ela me levava na boca.

Isso é que é vida.

Acelerando pelas estradas da bela Mônaco atrás do volante de um Lambo e com meu pau na boca de uma modelo.

Nenhuma responsabilidade para uma empresa multibilionária.

Nenhum pai irritante vigiando cada passo que dou.

Sem putas traidoras que agiam pelas minhas costas e…

Eu passei por um sinal vermelho, e o clarão de uma sirene policial gritou pelo ar noturno. Encostei, observando as luzes piscando em meu espelho retrovisor.

“Puta merda”, murmurei.

A loira começou a olhar para cima, mas eu a empurrei de volta para o meu pau.

“Eu mandei parar?”

A modelo continuou seus esforços, ansiosa para agradar.

O policial saiu de seu carro e começou a abrir caminho até a minha porta.

Bem, eu pensei, olhando para a cabeça balançando para cima e para baixo no meu colo. Isso vai dar uma puta história.

BRAD

Chamei meu assistente ao meu escritório, resmungando alto sua frustração. Era a terceira vez em menos de um mês que Xavier fazia manchetes, e não por estar beijando a cabeça de bebês ou se oferecendo como voluntário em hospitais.

Não.

Meu filho tinha sido preso em Mônaco por condução imprudente e indecência pública.

Eu belisquei a ponta do meu nariz.

Houve uma batida na porta.

“Entre”, eu gritei sem olhar para cima. Ron, meu assistente de vinte e seis anos, entrou. “Você viu a notícia?”

A boca de Ron abriu e fechou algumas vezes. Ele não precisava dizer nada. Eu duvidava que houvesse uma alma em toda Nova Iorque que não a tivesse visto. A manchete estava em toda parte.

“Ligue para os advogados e traga Frankie da RP para cá. Por favor”.

Ron acenou com a cabeça e se retirou do meu escritório.

Atravessei a sala até a janela de vidro que preenchia toda a parede norte do meu escritório, olhando para as ruas de Nova Iorque lá embaixo.

Eu teria que me exceder para garantir que as ações de meu filho não tivessem nenhuma repercussão na empresa, ou nele. Eu gostava de dizer que tinha dois filhos: Xavier e Knight Enterprises.

Separando-me dos empreendimentos petrolíferos de meus pais, construí o principal conglomerado hoteleiro e hospitaleiro do mundo a partir do zero. Minhas duas maiores alegrias na vida foram meu filho e minha empresa.

E agora ambos estavam em perigo.

De novo.

Com pesar, o rosto de minha linda esposa vinha à mente.

Amelia. Quem me dera que você ainda estivesse aqui. Você saberia como ajudar Xavier.

Meu olhar sobre as ruas foi desviado para o Central Park. Eu e minha amada passeávamos juntos pelo parque, sentávamos e comíamos em um banco junto às árvores.

“Ron!” eu gritei. Ouvi o deslize da porta do meu escritório. “Cancele minhas reuniões. Vou dar um passeio”.

ANGELA

Caminhei ao longo dos caminhos íngremes do Central Park, tentando limpar minha mente. Estava voltando da floricultura da Em, depois de fechar a loja.

Os longos troncos dos salgueiros envergavam com a brisa fria do final de verão. Os cisnes flutuavam ao longo da superfície transparente de um lago próximo. A conversa das crianças brincando voava pelo ar, e os amantes se abraçavam na grama.

Eu coloquei um bouquet de lírios em meus braços, tendo algum conforto em seu cheiro suave. Meu coração ainda doía ao pensar em meu pai no hospital, mas eu tinha que me manter forte.

Notei um senhor mais velho sentado sozinho em um banco; seus olhos fechados em oração. Não sei o que me levou à sua direção, mas antes de me dar conta, eu estava ao seu lado. Ele parecia tão triste.

Tão quebrado.

“Com licença” eu falei.

Ele abriu os olhos, piscando com surpresa enquanto olhava para mim.

“Pois não”, ele respondeu.

“Eu só queria perguntar se você estava bem”, eu disse. “Você parecia um pouco… pra baixo”.

Ele se inclinou para frente sobre o banco e apontou para uma placa gravada na parte de trás. “Estou apenas me lembrando de alguém importante para mim”, disse ele, com uma voz grave.

Eu li a gravura.

Para Amelia. amada esposa e amada mãe.16/10/1962 – 04/04/2011

Meu coração se partiu.

Eu lhe entreguei meu buquê de lírios, sorrindo.

“Para Amelia”, eu ofereci.

“Obrigado”. Ele se adiantou para pegar o ramo de flores, com as mãos tremendo. “Posso perguntar seu nome?”

“Angela Carson”, respondi.

BRAD

Eu vi Angela partir, com uma sensação de paz que afugentava o que preocupava meu coração. Eu dei tapinhas no banco, sorrindo para o céu.

Obrigado, meu amor. Você me mostrou a resposta.

Pus minha mão no bolso do meu casaco, puxando meu telefone.

“Ron, me dê o máximo de informação possível sobre a Angela Carson”. Examinei o buquê que ela havia me dado, notando o nome da florista na embalagem de papel.

FLORICULTURA DA EM.

Eu acenei para mim mesmo, pois um plano se formava em minha mente.

“E traga meu filho de volta para Nova Iorque”.

CHAT:HOLDER:ANGELA

CHAT:DANNY: Angie. Venha rápido

CHAT:DANNY: É sobre nosso pai.

CHAT:ANGELA: O que aconteceu?!

CHAT:DANNY: Ele teve um ataque cardíaco.

“Conseguimos ressuscitar seu pai”, disse o médico, com uma voz grave. “As vítimas de derrame são suscetíveis a ataques cardíacos nas primeiras vinte e quatro horas após o derrame. Estamos de olho nele e continuaremos a fazer testes para ver o que podemos fazer”. A maneira como ele disse fez parecer que não estava confiante de que haveria muito.

“Obrigado, doutor”, disse Lucas.

O médico acenou com a cabeça e nos deixou.

“Quanto tempo o pai vai ter que ficar aqui?” perguntei. “Não parece que ele esteja em condições de voltar para casa”.

“Talvez não tenhamos escolha”, disse Danny.

“O que isso quer dizer?” eu perguntei.

Meus irmãos olharam um para o outro. Meu coração bateu no meu peito. Pude sentir más notícias chegando. Finalmente, Lucas voltou-se para mim.

“Não temos como mantê-lo aqui, Angie”.

Pestanejei. “O quê?”

Danny passou as mãos pelo cabelo, com o rosto pálido. “Estamos falidos”.

“Como? O restaurante…” O restaurante tinha sido a vida do meu pai quando éramos crianças. Nossa mãe também tinha trabalhado lá, até adoecer. Meus irmãos assumiram o controle assim que terminaram a faculdade.

“Ele aguentou por uns anos. A recessão teve seu preço. Nosso pai colocou uma segunda hipoteca sobre a casa para tentar nos ajudar”. Lucas suspirou. Ele parecia derrotado.

“Por que você não me disse?” eu perguntei. “Tenho minha entrevista em breve, então talvez…”

Mas Danny estava balançando a cabeça.

“As contas do hospital estão chegando em breve…”

Eu não podia ficar mais lá – no corredor, no hospital. Era muito claustrofóbico. Eu me afastei de meus irmãos. Minhas pernas trêmulas me levaram pelos corredores e escadas abaixo até que me encontrei do lado de fora, em frente ao hospital.

Era o meio da noite, então não havia ninguém para me ver cair de joelhos no meio da calçada. Ou assim eu pensei…

“Com licença” disse uma voz profunda atrás de mim.

Soluçando, olhei para cima e vi um homem perto de mim. “Sim, posso ajudá-lo?” murmurei, limpando meus olhos.

O homem se ajoelhou diante de mim, e eu ofeguei enquanto o reconhecia.

Era o homem que eu havia encontrado antes no Central Park. Aquele a quem dei meu buquê de lírios.

“Perdoe minha intromissão. Meu nome é Brad Knight”.

Fiquei sem ar. Brad Knight?

O Brad Knight?

O bilionário por trás das Knight Enterprises?

“Eh”, gaguejei.

“Eu sei de sua situação, Angela, e posso ajudar. Eu posso ajudar com as contas médicas de seu pai”.

Minha cabeça girou. Os alarmes tocaram em minha mente.

Como é que ele sabe disso tudo? O que ele quer de mim?

“Eu pagarei por tudo. E me certificarei de que seu pai seja bem cuidado. Você só tem que fazer uma coisa por mim”. Ele parecia tão genuíno, mas havia uma pitada de desespero em sua voz. Ele se recompôs, olhando diretamente nos meus olhos.

“Preciso que você se case com meu filho”.

 

Chapter 2

ANGELA

Emily franziu a sobrancelha enquanto me via comer um pote de sorvete Ben and Jerry em meu pijama, com meu cabelo amarrado de forma bagunçada.

“Você está bem?”, ela perguntou.

“Super”, eu disse com a boca cheia de chocolate.

Ela suspirou, pegando seu próprio pote de sorvete do freezer. Sentou-se ao meu lado, enfiando uma colher cheia de baunilha na boca.

“Põe pra fora”, exigiu.

“Estou muito estressada”, admiti. “Meu pai está no hospital, e vamos ter problemas para pagar as contas”. Acabei de ter minha entrevista com Curixon, e receio ter estragado tudo, e…” minha voz vacilou.

E um certo bilionário fez um pedido ridículo na outra noite.

Mas eu não queria contar à Emily.

Como eu poderia?

“Você não estragou tudo”, Em me assegurou. “Você foi ótima, não é? Você mesmo me disse”.

“Pensei que fui”, eu disse. “Agora já não tenho tanta certeza”.

Era verdade; eu realmente tinha me dado bem com o entrevistador. Curixon era uma grande empresa, e eu esperava finalmente poder dar bom uso ao meu diploma de engenharia em Harvard. Havia passado os últimos meses trabalhando meio período na floricultura da Em.

Ela até me deixou morar com ela em seu apartamento.

Eu estaria totalmente ferrada se não fosse por ela.

“Você salvou minha vida, Em”, eu comecei. “Se não fosse por você me deixar ficar aqui…”

“Chega de drama”, ela disse antes que eu pudesse agradecê-la novamente. “Você sabe que tem permissão para ficar o tempo que quiser. Só não quero ver você desperdiçar sua vida varrendo o chão da minha floricultura quando você poderia estar trabalhando em algum lugar como Curixon. Mesmo que você traga fãs e admiradores aleatórios pra loja. Você é muito esperta para isso, Angie”.

Meu coração parou por um instante.

Em não reconheceu Brad, então. Graças a Deus.

“De qualquer forma, estou de saída”. Em se levantou, jogando sua colher na pia e o pote de sorvete vazio no lixo. “Fique bem”. Ela calçou os sapatos, e antes que eu desse por isso, ela tinha desaparecido.

Eu estava sozinha.

Minha mente se voltou para a outra noite. Honestamente, eu pensei que era tudo uma espécie de sonho louco. Mas quando percorri os contatos do meu telefone, seu nome ainda estava lá.

Brad Knight.

Eu rastejei para fora da sala de estar e fui para minha cama, enrolando-me em uma bola. Fechei os olhos e deixei a minha mente voltar para aquela noite.

***

“O quê?!” Eu me afastei de Brad, colocando um espaço entre nós. “Isto é algum tipo de brincadeira?”

Ele me observou, balançando a cabeça para si mesmo.

“Lamento muito”, disse ele. “Eu me antecipei. Por favor, deixe-me explicar”.

Olhei para trás de mim. As portas do hospital não estavam muito longe. Eu poderia correr para lá se fosse preciso.

Além disso, havia algo naquele homem que me fazia querer confiar nele. Ele parecia tão genuíno e bondoso. Talvez fosse por causa da sua idade?

Eu acenei com cautela, gesticulando para que ele continuasse.

“Depois que você foi tão boa para mim esta tarde, eu sabia que tinha que pagar seu ato de bondade. Visitei a floricultura da Em. Era de lá que vinha o buquê que você estava segurando”.

“Sim, mas…”

“Eu vi isso no papel. E falei com a Em, uma garota adorável. E perguntei depois de você, Sra. Angela Carson. Ela disse que a conhecia bem. Que você estava em um pequeno hospital em Nova Jersey porque seu pai tinha acabado de adoecer”.

Eu acenei, ainda incrédula em toda esta conversa.

“E por favor, perdoe a pergunta, mas sua família não tem os recursos necessários para tornar seus cuidados… seu tratamento, sua estadia no hospital, o mais confortável possível, tem?”

Eu neguei com a cabeça.

“É aí que eu posso te ajudar, Angela. Podemos nos ajudar”. Ele sorriu, seus olhos desapareceram em meio às rugas de pé de galinha.

“Então, você quer que eu me case com seu filho”, repeti suas palavras de antes. Senti como se fossem alienígenas saindo da minha boca.

Brad acenou com a cabeça.

Pensei no que eu sabia sobre o filho de Brad.

Xavier Knight.

Eu o conhecia, é claro. Como eu não poderia? Ele era uma celebridade. Rico nojento e lindo de morrer.

Qualquer garota se lançaria à chance de ser sua esposa.

Mas ele parecia ser do tipo rebelde. Eu tinha visto as manchetes e artigos sobre ele, de vez em quando, durante os últimos meses.

Sexo.

Drogas.

Corridas.

Ele era selvagem.

Perigoso.

Um arrepio corria pela minha espinha, mas não conseguia dizer se era por medo ou excitação.

“Mas por que eu?” eu perguntei. “Tenho certeza de que você poderia encontrar um milhão de meninas que são mais bonitas e mais bem-sucedidas do que eu. Alguém mais adequado para seu filho”.

“Você é uma alma pura, minha querida. Você pode não saber, mas é rara. Eu quero o melhor para meu filho, como qualquer pai faria. Eu acho que você pode ajudá-lo. Confio em meu instinto, e meu instinto agora diz que isto vai funcionar”.

Pestanejei.

Uma alma pura? O que isso quer dizer?

“Mas o casamento não é apenas um pedaço de papel”, eu argumentei. “Você não pode simplesmente assinar um contrato e se apaixonar”.

“Isso pode ser verdade, mas o amor é paciente”.

“Como você sabe que não vou me casar com seu filho e depois me divorciar dele no dia seguinte?” Eu estava me fazendo de advogada do diabo, já que precisava de respostas para esta hipótese confusa.

Em vez de se afastar, ele se aproximou de mim e pegou minha mão. Seu toque foi caloroso e estranhamente reconfortante. “Eu não acredito que você faria isso, Angela. Como eu disse, sua alma é pura. Mas se você precisar de algum tipo de plano de seguro, olhe para trás”.

Eu virei e vi o hospital, iluminado pelos candeeiros da rua. “As contas médicas não são brincadeira. Tratamentos, reabilitação, atendimento 24 horas. Tudo isso custa dinheiro, querida. Se você cumprir sua parte do acordo, eu lhe prometo, pela minha vida, que também cumprirei minha parte”.

Minha mente estava agitada. Tinha que haver uma maneira diferente.

“Eu tenho uma segunda entrevista para este trabalho amanhã. Posso ser capaz de…”

“Angela”, disse ele, interrompendo-me. “Você sabe quanto custa uma noite de internação no hospital? Setecentos dólares a cada noite. Um exame de sangue de rotina custa duzentos e cinquenta dólares. Se eles, Deus nos livre, tiverem que usar o desfibrilador, são mais quinze mil dólares”.

Fechei meus olhos.

“Por favor. Por favor, pare. Dê-me só um minuto para pensar”. Tentei organizar meus pensamentos confusos.

Meu pai.

O restaurante.

Meus irmãos.

Anos de dívidas.

Um novo emprego.

Curixon pagava bem. Se eu conseguisse a posição, eu poderia pagar as coisas lentamente.

Emily me deixaria viver com ela por mais um tempo se isso significasse salvar a vida do meu pai.

Como eu poderia me casar com um homem que não amava e muito menos conhecer?

“Por que você está me ajudando?” eu perguntei.

“Quando você veio até mim esta tarde”, começou ele, “você respondeu a uma oração que eu havia enviado ao céu. Você me deu forças quando eu precisei”. Por isso, agora estou aqui para responder suas orações. Estou aqui para lhe dar força, e é assim que eu posso fazer”.

Pensei sobre isso, minha respiração saía entre breves intervalos.

Eu estava realmente considerando isso?

“Angela?” Brad me chamou suavemente.

“Posso ao menos ter algum tempo para pensar sobre isso”? eu perguntei. “Isto é muita coisa para assimilar”.

“É claro”, ele disse.

Brad me entregou um cartão de visita, feito de um metal fino e leve.

Acho que papel é muito plebeu para um bilionário, pensei de certa forma delirante.

“Ligue-me quando decidir”. Ele sorriu para mim antes de se virar. “Eu realmente acredito que isso vai funcionar, Angela. Eu realmente acredito”.

***

Meu telefone tocou, acordando-me do meu devaneio. Virei sobre minha cama, verificando o identificador de chamadas.

CURIXON LTD.

Eu me enfiei direito na cama, com meu coração martelando no peito.

Está bem, está bem, está bem, está bem.

Eu respirei fundo.

“Olá?” Eu disse, disposta a não tremer minha voz.

“Olá, é a Angela Carson falando?”, disse uma voz feminina do outro lado da linha.

“É ela”.

“Olá, Angela. Só estou ligando para informar que infelizmente decidimos seguir em frente com outros candidatos a este trabalho”.

“Oh.” Meu coração afundou.

“Manteremos sua solicitação arquivada caso outra posição se torne disponível”.

“Está bem. Obrigado”.

O que mais eu poderia dizer?

Depois de mais alguns segundos de dolorosas trocas de palavras, desmaiei no travesseiro, com a cara primeiro.

Então minha entrevista não foi tão boa assim.

Senti lágrimas de frustração brotarem em meus olhos, e os deixei de molho no travesseiro. Havia muito mais em jogo do que apenas pagar as contas e ter algum dinheiro para gastar.

A vida do meu pai estava em jogo.

Peguei meu telefone, rodando pelos meus contatos.

Olhei fixamente para o número de Brad Knight, meu polegar pairando sobre o botão de chamada.

Não é que eu tenha muita escolha.

Aperto o botão de discagem, selando meu destino.

“Olá?” Brad atendeu.

“Olá Sr. Knight, é a Angela”.

“Angela!” Ele me cumprimentou calorosamente. “Fico feliz que tenha ligado”. Então, posso presumir que…?” Ele deixou a pergunta no ar.

Eu respirei fundo. Senti que seria esmagada por baixo do peso das palavras que se formavam em minha boca.

“Sim”, eu disse. “Eu aceito”.

Senti algo dentro do meu coração se encolher e morrer.

“Eu me casarei com seu filho”.

 

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Classificação etária: 18 +

Disclaimer: observe que esta história não está diretamente conectada a O Roubo do Alfa, que é uma adaptação imersiva e reinventada de Alfa Kaden. Esta história faz parte da versão original do autor da série Alfa e você pode apreciá-la como uma história independente!

Nota: Esta história é a versão original do autor e não tem som.

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