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Mateo Santiago (Português Brasileiro)

Juniper é uma lobisomem que não consegue se transformar. Quando seu pai, o alfa, a expulsa de sua própria matilha, ela se torna uma renegada em uma terra estranha. Mas Juniper está prestes a conhecer outro alfa. Aquele que mudará sua vida para sempre…

 

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1

Sumário

Juniper é uma lobisomem que não consegue se transformar. Quando seu pai, o alfa, a expulsa de sua própria matilha, ela se torna uma renegada em uma terra estranha. Mas Juniper está prestes a conhecer outro alfa. Aquele que mudará sua vida para sempre…

Classificação etária: 18 +

Autor original: Katlego Moncho

JUNIPER

Era para ser um dos dias mais felizes da minha vida. Eu devia estar alegre.

Exultante.

No entanto, o peso do que estava por vir nesse dia, meu décimo terceiro aniversário, era um buraco devastador de ansiedade e depressão.

Havia expectativas que eu precisava atender. Expectativas que eu tinha que cumprir se eu quisesse ser aceita pelo meu pai e pela minha mãe.

Os aniversários eram uma provação – pelo menos para mim. Eu não consigo me lembrar exatamente de uma época em que meus pais celebraram meu nascimento. Não que eles demonstrassem muito afeto fora dessa data também.

Em vez disso, fui empurrada para os meus avós, um pequeno milagre que passei a apreciar à medida que eu crescia. Foram eles que me criaram, me ensinaram, me amaram.

Como em muitos dos meus outros aniversários, a manhã começou nublada e cinzenta.

A chuva cuspiu do céu contra as janelas. O som dos pingos batendo na casa era calmante, um bálsamo para os meus nervos em frangalhos.

Eu não estava nervosa com o meu aniversário. Mas com o que, supostamente, deveria acontecer neste dia. Todos – meu pai, minha mãe, o resto da minha família, nossos vizinhos, nossa matilha – estavam esperando que eu fosse lá na frente deles e me transformasse pela primeira vez.

Hoje eu tomaria meu lugar de direito como herdeira alfa.

Isso é, se eu conseguisse me transformar na minha loba.

Comi sozinha, um café da manhã sem graça que eu poderia ter dispensado.

Foi um trovão, que sacudiu a casa, seguido por vozes distantes tentando gritar por cima dele, que me deu a pista sobre o perigo que me esperava lá fora.

A chuva estava mais forte, ou talvez tenha aumentado quando cheguei à varanda da frente. Pessoas do meu bando se aglomeraram e murmuravam, mas eu não conseguia entender o que diziam.

Então, um por um, eles me viram e ficaram em silêncio. Apesar da chuva torrencial, todos estavam lá. Adultos, crianças, meu avô.

Meu pai.

Ao lado dele estava Jacob, altivo e orgulhoso. Ele era novo na matilha, um órfão que meu pai acolheu. Meu pai adorava Jacob e o tratava como um filho.

Isso me deixava com ciúmes.

“Juniper. Venha.”

Eu queria dar um passo para trás, voltar para o meu quarto, dormir.

Quem me dera.

Mas eu não tinha saída. Eu precisava fazer o que ele exigia.

Dei um passo à frente, na lama barulhenta, e a multidão se afastou.

“Dayton, ela não está pronta”, meu avô implorou. Eles se pareciam muito, mas enquanto os olhos do meu avô estavam cheios de calor, os do meu pai mostravam uma frieza cortante.

“Ela tem que estar. Ela vai estar. Nenhum filho meu existe sem seu lobo.” Meu pai esperou com expectativa enquanto eu me aproximava.

“O que está acontecendo?” Minha voz era quase um sussurro e vacilou quando meu avô olhou para mim. Havia medo em seus olhos. Desespero.

“Por favor, filho. Ela é sua filha.” Com as palavras do meu avô, o rosto do meu pai se contorceu em um sorriso cruel.

“Se June for digna, ela vai se transformar. Ela vai lutar. Como todos os alfas antes dela. ” Jacob já se transformava em seu lobo. Ele tinha sangue alfa, como eu, e se transformou pela primeira vez recentemente, em seu décimo terceiro aniversário.

“É muito cedo.”

Eu não sabia onde minha avó estava naquela manhã, mas mamãe estava lá, uma espectadora silenciosa com um olhar de indiferença. Quando ela falou, porém, suas palavras foram tão frias quanto as de meu pai.  “Não se for para acontecer. Um alfa respeitável muda em seu décimo terceiro aniversário. “

“Você não entende. Vocês nunca entenderam.” Meu avô foi para cima do meu pai, implorando.

“Basta!” Outro estrondo de trovão acompanhou o grito de meu pai, e ele empurrou meu avô para o chão.

“Pare!” Eu estava diante deles agora, indefesa e apavorada. O lobo de Jacob estava parado ali do lado, ameaçador. Meu pai se virou para mim, sua expressão cheia de malícia e de uma agitação ansiosa.

“Está na hora, Juniper. Você sabe que hoje é o dia. Faça sua transformação e lute pelo seu título com Jacob. “

Eu não consegui.

Tentei e tentei, chamando minha loba, torcendo por qualquer sinal de transformação, mas eu estava travada, congelada.

O clique de uma arma soou – ainda mais ensurdecedor do que a chuva ou o trovão. Eu vi meu avô estremecer quando o cano pressionou sua cabeça. Os olhos do meu pai brilharam cruelmente, enquanto ele cravava a arma na têmpora do meu avô.

“Transforme-se ou vou matá-lo.” Sua mão não tremeu. Não tremeu. Permaneceu estável e a multidão assistia em silêncio.

Implorei a eles e ao meu pai. Implorei à minha besta interior.

“Transforme-se!”

“Eu não consigo!”

A arma disparou.

***

Com o coração acelerado e encharcada de suor, pulei da cama, o som do estrondo ainda ecoando em minha cabeça.

Outro pesadelo.

Outro sonho revivendo o pior momento da minha vida.

Você está segura agora, June. Acabou.

Starlet. Suspirei de alívio, confortada por suas palavras. Meu batimento cardíaco desacelerou, meu coração não tentava mais sair do meu peito. Eu gostaria de não ter que ficar revivendo isso.

Eu gostaria de ter vindo para você mais cedo.

Starlet veio até mim depois daquele dia horrível, cinco anos atrás, embora ainda não tivéssemos completado nossa transformação. Minha loba não me contou o porquê, e ela ainda não contaria. Eu não me importava. Eu a tinha – uma amiga querida quando eu mais precisava de uma – e isso era o mais importante.

Uma batida suave nos despertou e a porta se abriu.

Minha avó entrou, sorrindo quando me viu de pé. Os anos foram gentis com ela, mas o estresse de perder seu companheiro há cinco anos deixou sua marca nas linhas ao redor de seus olhos e nos seus ombros sempre curvados.

Eu tinha certeza de que ela me culparia por aquela manhã. A devastação em seu rosto ao ver meu avô morto no chão me convenceu de que eu também havia a perdido. O grito dela assustou meu pai o suficiente para ele recuar.

Depois de um tempo, minha avó veio até mim e me envolveu em seus braços. Ela me levou para sua casa, e lá fiquei pelos últimos cinco anos.

Eu estava morrendo de medo de ir embora, com a certeza de que meu pai repetiria comigo o que tinha feito ao meu avô. Juntas, decidimos que seria melhor eu ficar escondida com segurança até que, bom, algo me fizesse ir embora.

“Feliz aniversário, June. ” Ela arrastou os pés ao longo das tábuas que rangiam. Em suas mãos estava um pequeno bolo com velas tremeluzindo no topo. “Faça um desejo, menina.”

Eu sorri e fechei meus olhos, me concentrando.

Uma brisa varreu a sala. As cortinas se moveram e a porta se fechou. Quando abri meus olhos novamente, as velas estavam apagadas e minha avó estava com uma expressão de espanto e os cabelos bagunçados pelo vento.

“June!”

“Você disse que eu deveria praticar!”

“A magia não foi feita para ser usada dessa forma. Especialmente os poderes elementais. ” Ela me repreendeu enquanto arrumava o cabelo.

Com um pensamento, reacendi as velas e pequenas chamas apareceram com uma faísca de magia. Franzi os lábios e as soprei normalmente, sorrindo inocentemente para a minha avó, que estreitou os olhos para mim.

“Está bem, está bem”, ri, cedendo. “Desculpe.”

A expressão da minha avó suavizou, um sorriso deslizando em seus lábios.

Meus poderes mágicos foram surgindo gradualmente ao longo dos anos em que morei aqui. A primeira vez que mostrei sinais de magia elementar foi quando acordei com febre e enchi o banheiro de vapor por muito tempo.

Minha avó lidou com aquilo com tranquilidade, apesar de ser outro fenômeno anormal sobre mim.  “É porque você é especial, Juniper. Você vai fazer grandes coisas, garotinha “, ela me disse, quando eu cheguei chorando.

“Está chovendo de novo hoje?” Ela fez que sim com a cabeça, mas não fiquei surpresa.

Sempre chovia no meu aniversário.

“Vou estar fora hoje. Tenho que ir até a casa de Tabatha ajudá-la com uma coisa. ” Ela tirou o cabelo do meu rosto, preocupada. “Você vai ficar bem se eu sair por algumas horas?”

Sorri suavemente. “Vai lá ajudar a Tabatha a sair da confusão que ela arrumou desta vez.”

Eu tinha uma rotina, apesar – ou justamente por causa – de estar presa em casa. Café da manhã, deveres da escola, o máximo de exercícios que eu conseguia fazer, tempo livre e depois jantar. As noites eu geralmente passava como a minha avó assistindo a qualquer programa de TV em que estivesse viciada.

Hoje, porém, eu me peguei olhando para o quintal. Às vezes, eu queria muito sair para o calor do sol ou para sentir o respingo frio da chuva ou só a carícia do vento. No começo, esse desejo era insuportável, mas aprendi a reprimi-lo.

Pelo menos, imaginei que sim.

Só quando eu estava na metade do café da manhã que percebi que era uma insistência da Starlet, me pressionando para ir lá para fora.

A gente devia sair hoje.

Eu gelei, a colher de cereal presa no meio da minha boca.

Starlet, por favor. Você sabe que não podemos.

Nós precisamos, June. Precisamos.

Mas não podemos! O que há de errado com você?

Eu sinto… que está na hora. Não é certo ficar trancada. Não para um lobo. Não para um humano. Eu podia sentir o desespero de Star, um poço de frustração borbulhando na superfície.

E honestamente? Eu também queria sair.

É muito perigoso. E se alguém nos vir?, perguntei, mas minhas palavras eram vazias.

Eu não acho que vai ter muita gente lá fora hoje.

Starlet estava certa, claro. O dia estava cinza e o tempo, horrível. Quase todo mundo da matilha ficaria em casa, certo?

Poderíamos passear pela floresta. Você sabe que vai ser difícil alguém te achar lá.

Eu não precisava de muito mais incentivo que isso.

O ar lá fora estava frio, mas a chuva tinha diminuído. Apesar disso, corri da varanda dos fundos para a copa das árvores.

A casa da vovó era isolada e dava para as florestas que cercavam a nossa matilha. Quase ninguém se aventurava perto daqui, e eu tinha minhas suspeitas que a minha avó estava por trás disso.

Caminhar por entre as árvores foi libertador. Era uma sensação de paz, silêncio, exceto pelos galhos e folhas se partindo sob os meus pés. Os pássaros cantavam preguiçosamente acima de mim.

Eu gostaria de sentir o calor do sol.

Essa era uma ideia maravilhosa. A pobre Starlet teve apenas um gostinho do mundo exterior antes de ter que se esconder naquela casa comigo.

Você não pode fazer nada, June?, ela me implorou.

Eu queria. Starlet era a minha melhor amiga. Ela me fez companhia nos piores momentos dos últimos cinco anos. Ela me manteve sã e era uma das poucas que realmente me amava.

Mas o que eu poderia fazer? Não é que eu conseguia controlar o clima.

Sinto muito, Star. Suspirei.

Senti Star murchar, seu coração se partindo, e o meu junto.

Fechei meus olhos, um suspiro profundo esvaziando meus pulmões.

Que tipo de vida era essa? A gente tinha que se esgueirar pelo nosso próprio quintal, com medo de que alguém nos visse. Arriscávamos nossas vidas para sentir o sabor do vento, a sensação do sol na nossa pele.

Se pelo menos…

De repente, o vento aumentou, agitando as árvores e perturbando os pássaros.

Meus olhos abriram quando as nuvens começaram a mudar e se dissipar e, em seu lugar, surgiu o sol.

Iluminado, quente e brilhante.

Eu fiquei lá, paralisada, absorvendo seu calor. Senti Star desabrochar dentro de mim como uma flor, seu espírito se elevando.

Eu não pude deixar de rir. Talvez esse pequeno pedaço de boa sorte tenha sido o presente de aniversário do mundo para mim.

“Você!”

Meu coração saltou quando voltei à realidade.

O estalo de um galho, um baque forte, fez eu me virar a tempo de ver um estranho, ameaçador e nada familiar.

PARABÉNS!

Você acaba de completar seu primeiro episódio diário de Mateo Santiago. 

Esta é uma história de ficção imersiva, feita na medida para o seu dia a dia agitado.

Todos os dias, um novo episódio de 5 a 10 minutos.

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2

ROYCE

Bela.

Poderosa.

Seu cabelo fluía como seda dourada e, mesmo daqui, eu conseguia ver o verde dos seus olhos, cintilantes e alegres.

Passaram-se cinco anos desde que Juniper Evigan, a filha do alfa, desapareceu. As pessoas especularam que ela tinha fugido e se tornado uma renegada depois de não conseguir se transformar. Outros disseram que ela foi morta pelo pai, seu corpo entregue à natureza e ao tempo.

Foi uma tragédia.

Quando entrei naquela clareira aquele dia e vi Dayton e meu irmão, Jacob, encurralando-a, fiquei enojado. Ela sumiu antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, foi levada para longe, para nunca mais ser vista.

Mas essa estranha me lembrava muito a Juniper.

Era possível?

Juniper tinha ficado em Litmus, escondida?

Fazia sentido, especialmente depois de todas as ameaças que a mãe de Dayton jurou que aconteceriam se alguém, inclusive Dayton, chegasse perto dela ou de sua casa novamente. Todo mundo achava que tinha sido uma reação de ódio pelo que tinha acontecido com seu companheiro e com sua neta.

E se estivéssemos errados?

Primeiro vi seu cabelo brilhando entre as árvores e segui o som dos seus passos. Então o vento ficou anormalmente mais forte, chicoteando tudo ao nosso redor, até que as nuvens se dispersaram. Ela ficou lá embaixo, mergulhada na luz repentina com os braços estendidos.

Soube imediatamente. Eu sabia que ela era especial.

E eu sabia que precisava chegar até ela.

“Você!”

Na minha tentativa de me aproximar, quebrei alguns galhos que estavam no meu caminho e quase tropecei em um tronco.

“Espere!”

Ela se assustou e se virou. Seus olhos eram impressionantes, cativantes.

Ela pareceu horrorizada e se virou, os músculos se contraindo, preparada para correr. Eu fui mais rápido. No momento em que ela deu um passo na outra direção, cheguei perto dela e bloqueei sua rota de fuga.

“Você não é…? Quer dizer, você é Juniper Evigan, certo?”

A garota parecia pronta para negar, e eu sabia que eu estava certo. Seus olhos estavam arregalados e sua boca bem fechada. Eu podia ouvir fracamente seu coração batendo rápido.

“Eu sei quem você é. Eu te reconheci. ” Sorri, esperando parecer amigável. Eu não queria assustá-la.

“Eu-eu não. Não sei de quem você está falando. ” Ela olhou para baixo, seus cachos loiros caindo para cobrir seu rosto.

“Sou Royce. Você não precisa ter medo. “

Ela bufou e eu sorri ainda mais.

“Seus pais tinham algumas fotos escondidas, embora eu suspeite que elas eram mais dos seus avós do que deles.”

A carranca de Juniper se aprofundou.

O vento soprou de volta, as árvores farfalhando e rangendo perigosamente. Eu olhei em volta, o vento repentino chicoteando meu cabelo. Era quase como se o mundo estivesse reagindo às emoções dela.

JUNIPER

Meu coração parecia querer pular pela minha boca.

Eu estraguei tudo.

Eu nunca deveria ter saído. Deveria ter ficado em casa onde era seguro, onde eu poderia gastar minhas horas olhando pela janela. O vento girou ao meu redor, quase cortando minha pele.

Respira, June, Star disse. Você não está sozinha. Respira.

Eu me agarrei à voz de Star, usando-a como uma âncora para me centrar. Fui me acalmando enquanto o vento diminuía, deixando para trás um silêncio assustador.

O estranho olhou para mim, seus olhos brilhando de fascínio.

Eu deveria correr. Devo fugir o mais longe e o mais rápido possível. Eu deveria correr para casa, fazer as malas e ir para a rodoviária mais próxima antes que meu pai percebesse que eu ainda estava aqui, no território dele.

Mas o jeito que ele sorria para mim… Posso contar em uma mão quantas pessoas já me olharam como se ligassem para mim. Como se eu fosse alguém importante.

O que devemos fazer?, perguntei para a Starlet. Sua resposta foi lenta e inútil.

Não sei.

Starlet? Tentei de novo, mas ela permaneceu impassível.

Voltei minha atenção para o estranho na minha frente. Ele era alto, mas não muito largo. Ainda assim, havia algo intimidante nele. Ele tinha algum poder, mas qual era?

“O que você quer?”

“Tenho procurado por você, para ser honesto.”

Dei um passo para trás, as folhas se arrastando sob meus pés.

“Eu queria que isso tivesse saído menos assustador.”

“Quem é você?”

“Sou o Royce.”

“Já ouvi falar de você.”

Ele sorriu outro sorriso encantador, dentes brancos, perfeitos e brilhantes.

“Royce Fallon. Em breve serei o alfa da matilha Litmus. ” As últimas palavras foram ditas com uma emoção complicada que não consegui identificar, mas foi o que me impediu de fugir gritando. Desprezo, resignação?

“Você não parece muito feliz com isso.”

“Você ficaria feliz em assumir o lugar do seu pai?”

Eu fiz uma careta e ele sorriu com simpatia.

“Eu estava lá há cinco anos. Vi o que ele fez “, ele disparou, eu me acalmei. Ele claramente não era fã do meu pai.

“Se eu tivesse chegado antes, poderia ter feito alguma coisa. Poderia ter salvado seu avô. ” Ele parecia tão arrependido que foi difícil não me aproximar e oferecer conforto.

“Ele teria ido atrás de você também se você tivesse entrado no meio.”

Royce avançou lentamente e se sentou em um tronco caído com um suspiro. Ele sabia que eu estava certa.

“Seus pais são cruéis e não merecem a liderança alfa. Aliás, ninguém da sua matilha merece é digno de você.”

Eu senti minhas bochechas esquentarem. “Eles não podiam ir contra os alfa deles.”

“Todo mundo tem escolha. “

“Você não está feliz em assumir o controle?”, perguntei.  “Quando meu pai sair e te transformar em alfa, ele não terá mais o controle. Você poderia liderar melhor o bando.”

“Até onde sei, a passividade do bando naquele dia os torna tão culpados quanto. Não quero liderar essas pessoas. “

Mordi meu lábio, hesitante.  “Eles poderiam ser melhores com o líder adequado. “

“Pode ser.”

Hesitei novamente antes de me juntar a ele no tronco. Ele sorriu novamente. Ele vai parar de fazer isso em algum momento? Não que eu não goste. O sorriso só o deixa mais bonito. Sua futura parceira é uma mulher de sorte.

Havia algo nele que fazia eu me sentir relaxada, tranquila. Ficamos sentados em silêncio por um tempo, minhas pernas balançando debaixo de mim enquanto eu me sentava no tronco. Meus chutes enviaram pequenas rajadas de vento para o chão, folhas e sujeira girando no ar.

“Hum, Juniper?”

“Sim?”

“É você que está fazendo isso?”

Seus olhos estavam arregalados, observando o jogo da minha magia enquanto eu chutava as folhas caídas em uma espiral de ar.

Eu congelei, meu coração batendo forte em meus ouvidos.

Idiota, idiota, idiota, idiota.

Ele olhou para mim ansioso, enquanto as folhas flutuavam de volta para o chão.

Meu coração bateu mais forte. Eu realmente iria revelar isso para Royce? Eu não o conhecia, mas…

Starlet, devemos contar para ele?

Ela demorou tanto para responder que pensei que ela ainda estava me dando um gelo.

Acho que você deveria.

Bom.

Aí vai.

“Sim.”

ROYCE

Magia.

Ela possuía magia.

Magia elementar.

Magia poderosa e forte.

Como seu pai podia ser tão tolo? Como o bando podia? Para jogar fora tal presente? Para desperdiçá-la? Se eu não tivesse a encontrado hoje, ela teria ficado escondida do mundo?

Juniper era útil. Seu pai era cego demais para conseguir ver o quanto ela era valiosa.

Mas eu conseguia.

O dia em que seu pai a deixou de lado no aniversário dela foi o dia em que ele cometeu seu primeiro erro. Fazer de mim seu herdeiro e não meu irmão, que ficou como seu segundo.

Para Dayton, meu irmão foi uma decepção. Ele não conseguiu fazer com que Juniper se transformasse naquele dia, afinal. Jacob foi rejeitado. Assim como Dayton abandonou Juniper, ele o fez com meu irmão.

Com pressa de seguir em frente, ele me nomeou sucessor.

Eu me perguntei onde Jacob estaria agora.

Talvez ele tenha se tornado um renegado, vagando pelo deserto.

“Você tem minha palavra. Ninguém saberá o que você é capaz de fazer. “

Ela sorriu de alívio.

“Mas você não deveria ter que esconder isso. Essa magia, Juniper, é um presente. Um presente que não deveria ser escondido. “

“Isso é o que minha avó diz.”

“Ela é inteligente. Eu a vi te levar embora. Aquele dia. Eu torci para que ela tivesse agido bem com você.”

“Ela me salvou. Se não fosse por ela ter me escondido todos esses anos, meu pai teria me encontrado e provavelmente me matado como… “, ela se engasgou com suas palavras.

“Seu avô.”

Ela acenou com a cabeça, solene. O céu escureceu e as nuvens voltaram. Ficamos sentados em silêncio por um tempo. Seus ombros se curvaram para baixo, o que me fez querer envolvê-la nos meus braços para confortá-la e dizer a ela que tudo ficaria bem.

Mas provavelmente eu a assustaria.

“Quase esqueci. Feliz aniversário “, eu disse.

A surpresa passou por seu rosto.

“Como você sabia?”

“Seu aniversário é meio difícil de esquecer, especialmente depois do que o seu pai fez.”

“Ah. Obrigada… acho. “

“O que você está fazendo para comemorar? ” Eu sorri para ela, satisfeito por tê-la afastado de seus pensamentos por enquanto.

“Não muita coisa. Na verdade, você meio que entrou no meio do meu presente para mim mesma. Faz anos que não saio. ” Ela deu uma risada indiferente, escondendo-se atrás da cortina do seu cabelo.

Fiquei chocado, mas também não surpreso. Não era de se admirar que ninguém a tivesse visto em cinco anos. Eu só podia imaginar o quanto ela deve ter sido solitária, confinada por tanto tempo, presa em sua própria casa…

“Temos que fazer algo, então! ” Eu agarrei sua mão e a coloquei de pé. Ela se levantou com relutância, mas com um brilho curioso nos olhos.

“Não sei. Devo voltar para casa antes que alguém me veja. “

“Ninguém vai sair correndo para contar para o seu pai. Prometo. Como o alfa herdeiro, tenho certa influência. Por alguma razão, ninguém quer ficar em maus lençóis comigo. ” Pisquei para ela.

Ela riu uma risada doce e melódica. Suas bochechas coraram em um tom rosado delicioso, e eu tive que controlar os impulsos primitivos da minha besta.

Agora não era a hora.

“Mostre o caminho então, futuro alfa”, ela falou entre risos enquanto caminhávamos de mãos dadas pela floresta.

JUNIPER

Royce era encantador. Sua aparência também não era nada mal. Com cabelos esvoaçantes e olhos maliciosos, que podiam tentar até mesmo a mulher mais casta, ele era inegavelmente atraente.

Embora isso pudesse ter algo a ver com a minha decisão de ir com ele, foi mais que sua aparência que me fez andar ao lado dele. Ele parecia bom, solidário e Starlet não mostrava ter problemas com ele.

Para minha surpresa, ele nos levou mais fundo na floresta. Ele se movia silenciosamente em comparação com os meus passos. Perto dali, ouvi um riacho, uma melodia suave ao som da floresta.

“Aonde estamos indo?”

Ele sorriu para mim por cima do ombro.

“Para a minha casa.”

A linha entre as árvores se quebrou de repente e nós paramos em uma clareira. Era espaçosa e rústica.

Uma pequena cabana estava no meio dela, com jardins exuberantes ao redor. Era impressionante.

Entre arbustos e plantas altas, pensei ter visto uma pessoa. Eles estavam indo e voltando, pegando comida no jardim. Eles estavam muito distantes e escondidos pelas plantas para eu conseguir distinguir detalhes, mas pareciam pequenos.

Quando se moveram e vi seus olhos espreitando entre as folhas e os caules, abaixei a cabeça. Royce pode ser confiável, mas isso não significava que todo mundo era.

“Vamos.” Royce me puxou em direção à porta da frente e para dentro.

O interior era tão rústico quanto o exterior. Parecia acolhedor e convidativo.

Senti inveja.

Royce me levou mais para dentro da casa, nossos passos ecoando contra o piso de madeira. Eu estava de repente agudamente ciente de sua mão em volta da minha, do quanto ela parecia grande e quente.

Meu coração começou a bater mais rápido, e eu estava com medo de que ele pudesse sentir minha pulsação forte.

Depois do que pareceu uma eternidade, chegamos a uma porta. Ele abriu e segurou para mim, sorrindo aquele sorriso deslumbrante dele. Olhei para os meus pés enquanto passava por ele, tentando esconder o rosto atrás do meu cabelo.

Fui emboscada pelo ataque de borboletas no estômago.

Este era o seu quarto.

Cheirava a ele.

Dei um pulo quando ouvi o clique suave da porta fechando.

“Sente-se”, disse ele atrás de mim. “Fique à vontade.”

Meus olhos, em pânico, percorreram o quarto. Era um tanto vazio. Prateleiras alinhadas em uma parede com livros e diários, e uma ampla cama estava encostada no canto.

Eu me sentei na beirada dela, com as costas retas, completamente tensa. Royce era atraente; não havia nenhuma dúvida sobre isso. E só de pensar nele se aproximando de mim, meu estômago deu uma série de cambalhotas.

Mas eu nunca tinha beijado um garoto antes. Eu estava realmente pronta para algo assim?

Royce se sentou ao meu lado, seu peso fazendo a cama tremer. Meu coração disparou enquanto ele olhava nos meus olhos.

Ele sorriu para mim.

“Finalmente estamos sozinhos.”

 

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A Princesa e o Dragão

“Eu pulei da minha cama. Coloquei meu casaco de pele de carneiro. Era verão, mas as manhãs ainda eram frias.

Peguei a mochila de aventura que papai me deu no meu último aniversário, quando fiz sete anos. Ele a encheu de coisas úteis que eu precisaria para caçar salamandras, construir fortes e caçar Dragões.”

Centelha do Desejo

Órfã jovem e transferida de lar adotivo para lar adotivo, Adeline passou os últimos nove anos sozinha e com um segredo: ela é um lobisomem. Quando, sem saber, ela entra no território da matilha durante uma corrida, ela é capturada e logo descobre que encontrar sua própria espécie não era tudo o que ela esperava que fosse. Quando ela encontra o alfa que a detém contra sua vontade, faíscas voam. Mas será que ele pode vê-la como qualquer outra coisa que não seja um selvagem? Ou ela será sua prisioneira para sempre?

Mentes Perversas

Elaina Duval vivia uma vida perfeitamente feliz e normal com a sua mãe – bom, pelo menos até o dia em que ela completou dezoito anos. No seu aniversário, ela descobriu que foi prometida ao cruel e malvado Valentino Acerbi, que em breve se tornaria chefe da máfia italiana. Sem poder escolher ou dar a sua opinião sobre o assunto, ela é arrastada para o mundo distorcido dele e é forçada a suportar coisas que nenhum ser humano deveria ter que fazer, mas… e se ela começar a gostar?

Classificação etária: 18+ (Aviso de conteúdo: violência, abuso sexual, estupro, tráfico de pessoas)

Os Guerreiros de Torian

A terra está sob o ataque de uma raça de alienígenas monstruosos que têm um único objetivo: A total destruição da humanidade. Lilly e sua irmã mais nova acabam no meio da confusão e estão condenadas à morte certa… Até que o encantador guerreiro Rei Bor chega de outro planeta e as salva. Sua missão é proteger todos os humanos, mas agora ele só tem olhos para Lilly. Será que o dever vai falar mais alto, ou ele vai sacrificar tudo por ela?

Classficação etária: 18+

O Mistério de Jack

A enfermeira Riley foi atribuída a um dos pacientes os mais notórios da ala psiquiátrica – Jackson Wolfe. E ele simplesmente é fatalmente sexy, o que é irônico, considerando que todos ao seu redor parecem estar morrendo. Enquanto Jackson atrai Riley com seu charme, será que ela consegue descobrir quem é o assassino… ou é o mesmo homem por quem ela está se apaixonando?

Fada Madrinha Ltda.

Todo mundo já quis ter uma fada madrinha, certo? Bom, Viola descobre que tem uma – ela só precisa assinar um contrato e todos os seus sonhos e fantasias românticas se tornam realidade! O que poderia dar errado? Que tal o detalhe que ela agora precisa competir em um jogo perigoso contra outras mulheres para conquistar o coração de um príncipe deslumbrante? Que comecem os jogos!

Estrada de Aço

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Nas Garras da Paixão

Não existe ninguém no mundo que não ame Scarlet. Ela é jovem, linda, e tem a alma de um anjo… Então é um choque quando o seu amante prometido se revela o impetuoso e cruel Alfa-Rei.

Temido por todos – e com razão- ele retornou depois de sete anos para retomar o que é seu. Será que Scarlet poderá faze-lo abaixar a guarda, ou vai acabar implorando por piedade?

Classificação etária: 18+

O Resgate de Maximus

Quando Leila volta à sua cidade natal para ser uma médica da matilha, ela se vê presa entre o passado e o presente—e o amor de dois homens—um belo colega médico e um alfa com um segredo. Mas quem fará seu coração bater mais rápido?

No Fim do Mundo

Savannah Madis era uma aspirante a cantora feliz e alegre até que sua família morreu em um acidente de carro. Agora, ela está em uma nova cidade e uma nova escola, e se isso não fosse ruim o suficiente, ela cruza com Damon Hanley, o encrenqueiro da escola. Damon fica totalmente confuso com ela: quem é essa garota metida a esperta que o surpreende a cada encontro? Ele não consegue tirá-la da cabeça e – por mais que ela odeie admitir – Savannah sente o mesmo! Eles fazem um ao outro se sentirem vivos. Mas isso é o bastante?