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Mentes Perversas

Elaina Duval vivia uma vida perfeitamente feliz e normal com a sua mãe – bom, pelo menos até o dia em que ela completou dezoito anos. No seu aniversário, ela descobriu que foi prometida ao cruel e malvado Valentino Acerbi, que em breve se tornaria chefe da máfia italiana. Sem poder escolher ou dar a sua opinião sobre o assunto, ela é arrastada para o mundo distorcido dele e é forçada a suportar coisas que nenhum ser humano deveria ter que fazer, mas… e se ela começar a gostar?

Classificação etária: 18+ (Aviso de conteúdo: violência, abuso sexual, estupro, tráfico de pessoas)

 

Mentes Perversas por Cassandra Rock está agora disponível para leitura no aplicativo Galatea! Leia os dois primeiros capítulos abaixo, ou faça o download do Galatea para obter a experiência completa.

 


 

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Resumo

Elaina Duval vivia uma vida perfeitamente feliz e normal com a sua mãe – bom, pelo menos até o dia em que ela completou dezoito anos. No seu aniversário, ela descobriu que foi prometida ao cruel e malvado Valentino Acerbi, que em breve se tornaria chefe da máfia italiana. Sem poder escolher ou dar a sua opinião sobre o assunto, ela é arrastada para o mundo distorcido dele e é forçada a suportar coisas que nenhum ser humano deveria ter que fazer, mas… e se ela começar a gostar?

Classificação etária: 18+ (Aviso de conteúdo: violência, abuso sexual, estupro, tráfico de pessoas)

Autor Original: Cassandra Rock

Elaina

Você está feliz?

Eu sei que essa é uma pergunta ridícula, mas realmente pense nisso só por um segundo. Você está feliz?

Se estiver, segure esse sentimento o máximo que puder, porque eu aprendi que, na verdade, nem todas as coisas felizes na vida duram para sempre.

Nem mesmo eu, sendo uma garota normal de Ohio, poderia ser feliz para sempre depois de viver o que eu pensava ser uma vida normal.

Apesar de eu não ter um pai, a minha mãe e eu sempre fomos bem próximas.

Mas ser uma garota abandonada pelo pai não deveria condenar a minha vida. Muitas pessoas têm apenas um dos pais na vida e acabam bem. Eu também poderia acabar bem.

Durante toda a minha vida, fomos só eu e minha mãe, ela é uma a mulher obstinada e estava focada em criar a sua única filha.

A minha mãe é dona de uma confeitaria chamada Duval's Cakes e, logo depois de me formar no ensino médio, passei o verão lá dando uma mão para ela.

Eu estava colocando o glacê ao redor de um bolo de formatura que alguém encomendou e, quando estava prestes a dar os toques finais, as luzes da confeitaria se apagaram.

“Mãe?” Eu perguntei, levantando a minha cabeça e tentando ter uma visão clara, mas tudo estava escuro demais.

A porta da confeitaria se abriu e o rosto da minha mãe e da minha melhor amiga Kira, foram iluminados pela luz de velas.

Eles começaram a cantar “Parabéns pra você” enquanto ela se dirigia a mim, o que me fez rir e deixar a cobertura do bolo de lado.

“Faça um desejo, Elaina,” Kira disse para mim.

Hoje é meu aniversário de dezoito anos, o dia em que devo me tornar adulta, e esse deve ser o dia mais feliz da minha vida.

Eu não tinha pensado muito nisso. Foquei em trabalhar na confeitaria, mas ter a Kira e a minha mãe aqui me deu vontade de comemorar.

Fechei os olhos e pensei em um desejo antes de apagar as velas. Eu não desejei nada, porque naquele momento, eu não precisava de nada. Eu já tinha tudo o que queria.

Eu havia construído a minha vida do jeito que queria que ela fosse, e nenhum desejo mágico mudaria isso; só novas ações minhas poderiam mudar a minha vida.

Quando abri os meus olhos, sorri para minha mãe e Kira. “Vamos cortar o bolo?”

Sentamos juntas em uma pequena mesa na confeitaria que ficava perto da janela. Como estávamos fechados a essa hora, tínhamos todo o lugar só para nós, e a privacidade era boa.

Enquanto saboreamos o bolo fresco que a minha mãe fez para mim, ela e a Kira também me deram os seus presentes de aniversário.

A Kira me deu um bracelete com pingente de melhores amigas, e minha mãe me deu uma edição limitada de O Grande Gatsby ,que por acaso era meu romance favorito.

“Também estou tentando conseguir ingressos para o show do Pitbull”, explicou Kira, parecendo desapontada. “Eles estão esgotados, mas talvez eu consiga alguns para o show em Nova York.”

Meu queixo caiu de emoção. “Você está brincando? Kira!”

Minha mãe simplesmente balançou a cabeça. “Não. Desculpe, mas eu não deixo você sair de Ohio, Elaina.”

“O quê?” Eu perguntei.

“É isso mesmo, você não vai sair de Ohio. Vá no show, mas apenas se for aqui no nosso estado…” Ela pigarreou. “Eu, uh… não me sinto confortável em te deixar ir para tão longe.”

Parecia altamente injusto que ela sentisse que tinha esse tipo de controle sobre a minha vida, especialmente agora que legalmente ela não tinha mesmo.

“Mãe, eu tenho dezoito anos agora. Eu sou uma adulta”, eu expliquei a ela o mais educadamente que pude. “Eu ficarei bem. A Kira ainda nem tem certeza se vai conseguir os ingressos.”

O olhar da minha mãe encontrou o de Kira. “Eu digo gentilmente a Kira para não desperdiçar o dinheiro porque você não vai sair do estado. Nunca.”

Eu não tinha a intenção de ficar em Ohio para sempre. Eu planejava estudar em outro lugar e fugir desta cidade.

Mas a maneira como a minha mãe disse isso me fez sentir presa, e eu só poderia me perguntar sobre o significado por trás de suas palavras.

A falta de controle que ela tinha sobre mim agora que eu tinha dezoito anos parecia assustá-la. Embora ela não admitisse, eu podia ver isso em seus olhos.

Kira pigarreou, desconfortável. “Eu preciso ir para casa. Eu tenho uma… coisa amanhã.”

Ela estava fugindo – algo que eu gostaria de fazer, também. Eu não sabia por que a minha mãe era tão inflexível sobre isso, mas eu sabia que ela estava sendo mais do que super protetora comigo.

***

Sentei-me na cama no dia seguinte, ainda tentando entender o raciocínio da minha mãe por trás de seu comportamento controlador controle. Quando pensei melhor, percebi que ela sempre foi assim.

No primeiro ano do Ensino Médio, a minha turma fez uma viagem ao Canadá para explorar as Cataratas do Niágara, mas eu não tive permissão para ir.

No aniversário de dezesseis anos da Kira, os pais dela levaram suas três amigas mais próximas ao Mardi Gras em Nova Orleans, mas a minha mãe se recusou a me deixar ir.

Era um ciclo sem fim, e agora que eu tinha dezoito anos, ela não podia mais me impedir de experimentar as coisas que eu queria aproveitar na vida.

Meu telefone vibrou com uma mensagem de Kira.

Kira
Me diga que você vai à sua própria festa de aniversário.

Eu sorri para mim mesma. Ela estava dando uma festa de aniversário para mim que, felizmente, era aqui em Ohio, então eu poderia comparecer sem que a minha mãe ficasse furiosa e me proibisse de ir.

Claro que eu iria – a festa era para mim, não importa o quanto eu não tivesse vontade de comemorar. A felicidade e empolgação simplesmente não existiam agora que eu estava sentindo todo o estresse da minha mãe.

Ela ficou magoada com as minhas palavras ontem, embora eu tenha ficado magoada por ela me impedir de fazer coisas que todos os adolescentes da minha idade fazem – coisas que legalmente ela não tinha o direito de me impedir.

Apesar de tudo, ela era a minha mãe e eu respeitava a sua opinião, então não necessariamente eu iria desafiá-la.

Quando me levantei da cama, decidi ir até a minha mãe e dizer a ela que iria à minha festa de aniversário esta noite.

A minha esperança era que pudéssemos simplesmente superar essa negatividade hoje, no meu aniversário, e discutir todo o resto mais tarde.

Desci correndo os degraus que levavam ao saguão de nossa pequena casa. “Mãe? Kira está dando uma festa de aniversário para mim. Eu vou t— “

Parei quando notei a minha mãe no corredor com três homens que eu nunca tinha visto antes – pelo menos, não que eu me lembrasse. Ela não parecia feliz em vê-los, e eles estavam vestidos de uma forma extremamente formal.

Talvez se tratasse de um pedido de bolo, mas nós não estávamos na loja, e as visitas domiciliares não eram assim, esquisitas.

“Mãe?” Eu perguntei enquanto dava o passo final, alcançando o chão e olhando para as feições nervosas de minha mãe.

“Elaina, vá lá para cima”, minha mãe respondeu rapidamente antes que um dos homens a interrompesse.

“Não, não. Isso não é necessário, Fiona. Deixe a Elaina ficar. Tenho certeza que ela está muito curiosa”. O homem falava com um sotaque forte que parecia europeu.

Enquanto os outros dois homens permaneceram em silêncio, o homem que parecia estar comandando o show continuou, “Ah, doce Elaina. Você não tem a menor ideia, não é?”

Ele deu um passo mais perto em minha direção e eu hesitantemente dei um passo para trás, olhando para a minha mãe, que rapidamente deu um passo à frente para impedi-lo de se aproximar de mim.

“Vadim…”

“Não me interrompa, Fiona. Não quando estou falando com a minha filha.” O homem, esse tal de Vadim, sorriu sombriamente para mim. “Isso mesmo, querida. Eu sou o seu pai.”

Meu pai? Meus olhos mortificados encontraram os da minha mãe. Ela parecia arrasada, mas não negou nada. Na verdade, ela parecia chocada por eu ter descoberto dessa forma.

“Mãe! Ele está mentindo…” eu disse, e quando ela não disse nada, eu levantei a voz novamente. “Mãe!”

“Ah, que cara de pau. Você puxou isso de mim”, Vadim disse com um tom divertido. “Vamos conversar, minha querida.”

“Não vamos nada gritei com ele. “Saia da minha casa!”

Virei-me para subir as escadas correndo, sem ter nem um simples momento para entender tudo isso antes de sentir um braço agarrar meu pulso com força e me puxar de volta.

“Nãofale comigo dessa maneira”, Vadim repreendeu em um tom extremamente severo, mas seus olhos gelados perfuraram os meus como se ele tivesse algum tipo de autoridade sobre mim.

Eu apenas o encarei, a minha mãe ficou parada sem dizer uma palavra, enquanto os outros dois homens permaneceram em silêncio enquanto meu pai de repente apareceu do nada.

“Por que você está aqui?” Eu perguntei a ele baixinho. “Por que agora?”

Ele franziu a testa como se eu tivesse acabado de fazer a pergunta mais ridícula do mundo. “A sua mãe sabia que eu estava vindo. Este sempre foi o plano, Elaina. Você tem dezoito anos agora.”

“O que ter dezoito anos tem a ver com isso? Ainda ontem, eu tinha dezessete anos. Um dia não faz diferença”. Tentei argumentar, mas parecia impossível.

“Sim, faz diferença sim.”

“Vadim, por favor, deixe-me falar com ela primeiro”, minha mãe implorou a ele, e eu a encarei confusa. Por que ela estava se curvando para esse homem nojento? Ele parecia terrível.

Ele simplesmente levantou a mão para silenciá-la antes de continuar. “Você teve dezoito anos para falar com ela, Fiona. Ela é minha agora.”

“Sua?” Meus olhos se arregalaram antes de Vadim começar a falar em um idioma que eu assumi ser russo. Ele parecia russo, com base no sotaque, e tinha muitas características semelhantes.

Não sou de estereotipar, mas a linguagem foi difícil de entender.

Se ele é biologicamente meu pai, então tenho sangue russo.

Depois de seu discurso retórico em sua língua, um dos homens caminhou na minha direção e me segurou com firmeza para que eu não pudesse me mover enquanto o outro impedia a minha mãe de fazer qualquer coisa.

Isso não pode ser real. Deve ser alguma piada.

“Olha, Elaina, a sua mãe sabia que ela só teria você por dezoito anos…” Vadim explicou para mim.

“Eu tenho mantido vocês duas financeiramente com a condição de que quando você fizer dezoito anos, você venha comigo.”

Mas por que ele me queria agora e por que a minha mãe concordou com isso? Por toda a minha vida, a minha mãe sabia que estava perdendo tempo comigo, e ela não fez nenhuma tentativa de me contar.

Olhei para a minha mãe, que tinha lágrimas rolando pelo rosto enquanto murmurava as palavras: “Me desculpe”.

Me desculpe? Ela está falando sério. Quer se desculpar depois disso?

“Eu não quero ir. Então, eu gentilmente rejeito a sua oferta”, eu disse a Vadim, lutando contra as garras do outro homem.

“Elaina, você precisa ouvi-lo”, a minha mãe me avisou, mas eu estava cansada de ouvir a voz mentirosa dela.

Ela armou para mim. Eu poderia ter fugido ou tentado me esconder desse homem que supostamente era meu pai, mas agora, eu estava presa por Deus sabe lá quanto tempo.

Vadim ergueu o meu queixo e deu um sorriso de gelar os ossos. “Querida, você não tem ideia de com quem está falando, não é?”

“Meu pai é que não é”, eu respondi, desviando o olhar dele, para logo em seguida ter o meu queixo puxado para trás rapidamente, o que me pegou de surpresa.

Ele me encarou, o silêncio encheu a sala por um período mortal, o que pode ter parecido até mais dramático para ele, mas para mim foi um momento terrível em que eu não tinha ideia do que esperar.

“Eu sou Vadim Vasiliev, líder da Máfia Russa, minha querida. O que faz de você a minha única filha, Elaina Vasiliev. “

Escuridão. Foi isso – tudo ficou escuro. Mas não do jeito que você pensa. Eu não desmaiei. Eu não fiquei tão chocada a ponto de cair no chão em completo desânimo.

Quando a minha visão escureceu, senti uma picada na lateral do corpo, uma sensação semelhante à que você tem quando faz exames de sangue ou toma uma vacina.

Depois de ouvir que o homem à minha frente alegava ser da máfia russa, eles injetaram em mim alguma coisa que imediatamente me fez desmaiar, e foi isso.

 

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2

Elaina

“Depressa, querida. Precisamos sair”. Minha mãe estava me apressando, mas eu não tinha ideia do porquê. Tudo estava bem quando fui para a cama. Tudo estava sempre bem.

Eu assisti da minha cabeceira enquanto minha mãe colocava algumas das minhas roupas em uma mala, e tudo que eu consegui dizer foi: “Estamos indo embora, mamãe?”

Ela olhou para mim e a sua expressão me assustou. Ela parecia assustada. Se mamãe estava com medo, eu também deveria estar. Era ela quem deveria me proteger.

“Vamos rapidinho.”

“Mas, por quê? Eu não quero ir.”

Eu rapidamente peguei o coelhinho de pelúcia da minha cama, segurando-o com força em meus braços. Se eu fosse forçada a sair de casa, sendo apenas uma criança de quatro anos, eu precisava do meu coelhinho de pelúcia.

“Eu prometo que tudo fará sentido uma hora”, minha mãe disse para mim antes de pegar na minha mão e me conduzir escada abaixo, eu ainda estava usando o meu pijama.

Já havia uma mala esperando. Deve ser da mamãe. Embora ela tenha dito que faria sentido um dia, agora tudo estava tão confuso.

“Vou levar as nossas malas para o carro. Você espera aqui, ok?” ela me disse, e eu respondi com um simples aceno de cabeça.

Eu assisti enquanto a minha mãe pegava a sua mala e destrancava a porta.

Logo que ela abriu a porta da frente percebemos que um homem alto estava esperando. Sua presença a apavorava, fazendo-a gritar e dar um passo para trás.

“O que eu disse, Fiona? Você não tem como fugir. Sempre estarei um passo à frente”, o homem assustador riu antes de olhar para mim. “Volte a dormir, Elaina. Você e a sua mãe não vão a lugar nenhum”.

Eu abri meus olhos e vi um quarto desconhecido. Era grande e muito espaçoso. Eu não precisava da metade desse espaço, mas essa era a última das minhas preocupações.

Eu não estava em casa e não tinha ideia de onde estava.

Deslizando com cuidado para fora da cama, me levantei com cuidado e caminhei até a porta. Alguém pode estar do outro lado. Vadim pode estar do outro lado.

Mas a porta parecia a única saída neste momento.

Tentei abrir a porta, mas estava trancada por fora. Mesmo depois de puxar e sacudir a maçaneta, ela não se mexeu, então comecei a bater na porta, furiosamente.

Isso era uma loucura. A minha vida estava completamente de cabeça para baixo por motivos que eu não entendia.

De repente, a porta foi aberta, fazendo-me cair no chão.

Eu olhei para cima e vi um dos homens que estava na minha casa antes de eu desmaiar. Ele ainda estava vestido com um terno e não estava sorrindo.

“Seu pai quer ver você.”

“Ele não é meu pai”, respondi, sem realmente pensar nas consequências.

Ele não respondeu, apenas acenando com a cabeça para que eu me levantasse. “Lá em cima.”

Você não tem que ouvi-lo é o que eu continuei a dizer a mim mesma, mas isso ia contra o meu bom senso. Claro que eu tinha. Se essas fossem as pessoas que Vadim disse que eram, eu poderia estar correndo perigo.

Eu não tinha ideia de como consegui me colocar nessa situação, assim como não tinha ideia de como sairia.

Eu me levantei do chão e segui atrás do homem enquanto ele me conduzia pelo corredor. O corredor era longo, ligeiramente escuro e nada acolhedor, na minha opinião.

O chão era coberto com tapete vermelho, e eu sempre achei que tapete vermelho era um tipo de decoração chique ou nobre. Mas esse é o meu ponto de vista.

Havia várias portas ao longo do corredor, o que me fez pensar quantas pessoas viviam aqui e onde exatamente aqui ficava. Parecia gigantesco. Ninguém em Ohio tinha uma casa tão grande.

O homem parou em frente a uma porta bem maior do que as outras e bateu. “Senhor, é o Viktor.”

Eu ouvi Vadim responder: “Entre, Viktor.”

Viktor abriu a porta e Vadim estava sentado atrás de uma grande mesa avermelhada, escrevendo coisas como se fosse um homem de negócios.

Mas o que fez meu coração congelar foi a arma que notei casualmente em cima de sua mesa.

“Adorável, não é?”

Eu olhei para cima depois de perceber que estava olhando para a arma. “EU…”

“Aposto que você está se perguntando: 'Ele matou pessoas com aquela arma?' ou, 'Ele estava realmente dizendo a verdade?'

“Bem, minha querida, a resposta para ambas as perguntas é sim”, disse Vadim com um sorriso orgulhoso no rosto antes de pousar a caneta. “Dê-nos um momento a sós, Viktor?”

Viktor acenou com a cabeça e saiu da sala. Agora, éramos apenas Vadim e eu, junto com aquela arma de prata aterrorizante que eu não conseguia parar de olhar.

“Sente-se, Elaina. Temos muito o que conversar.” Ele apontou para o assento à sua frente. Quando ele pegou a arma, eu imediatamente recuei, o que fez com que uma risada escapasse de seus lábios diabólicos.

“Você não pode pensar seriamente que eu trouxe você até aqui para te matar? Sente-se, Elaina. Não vou pedir de novo.”

Até aqui? A que distância estávamos?

Eu lentamente me sentei em uma cadeira que estava posicionada na frente de sua mesa, colocando as minhas mãos no meu colo. “Onde… onde estamos?”

“Enquanto você estava cochilando, eu te trouxe para casa em Chicago”, ele respondeu, fazendo meus olhos se arregalarem.

Meu coração disparou quando a ficha caiu. Isso foi um sequestro. Eu nem estava mais no mesmo estado.

“Onde está a minha mãe?”

“Não se preocupe com ela. Ela está bem… por enquanto. Contanto que você siga as instruções, a sua mãe não será prejudicada”, Vadim me assegurou, mas eu não sabia quais instruções eu tinha que seguir, e isso me preocupava.

“Que instruções?”

Ele se levantou de sua mesa e deu a volta para chegar ao meu lado. “O que importa em nossa empresa familiar é a confiança, Elaina. Isso e os títulos.”

“Precisamos ter relacionamentos próximos com o maior número possível de pessoas, pessoas fortes , para o nosso benefício.”

Ele se referia a essas coisas da Máfia como se fosse um negócio de família, algo de que se orgulhar. Era criminoso e ninguém os estava impedindo.

Se eles são uma máfia, onde diabos está a polícia?

“Estamos criando laços com os italianos. É uma oportunidade fantástica e uma grande mudança de poder”, ele continuou, mas eu não tinha ideia de como isso me envolvia.

“O chefe da máfia italiana é Marco Acerbi. Você sabe o que Acerbi significa, Elaina?”

Eu simplesmente balancei minha cabeça.

“Significa severo. Eles são pessoas fortes – eles vivem de acordo com o seu sobrenome. Precisamos da parceria deles.” Vadim ergueu o meu queixo para me fazer olhar para ele antes de dizer casualmente: “Para conseguir isso, as nossas famílias devem se unir.

“Você vai se casar com o filho de Marco, Valentino.”

Surreal.

A minha boca se abriu, e eu olhei para ele com choque completo em meus olhos antes de dizer em um tom inflexível, “Não.”

Antes que eu pudesse perceber o quão estúpida eu fui por responder a este estranho perigoso, as costas de sua mão encontraram meu rosto e eu segurei o braço da cadeira para me apoiar.

Não fale comigo desse jeito. Você vai me respeitar, e quando os Acerbis vierem esta noite, você vai respeitá-los também”. Ele estava olhando para mim agora e falando por entre os dentes.

Meu rosto estava queimando e eu sabia que uma marca seria deixada com base na dor que sentia. Nunca na minha vida eu tinha apanhado antes. Nem da minha mãe, nem mesmo de uma criança na escola. Esta foi a primeira vez.

Eles estavam vindo aqui. Os italianos. Eu estava presa em uma casa cheia de mafiosos que me usavam como peão em seus negócios pessoais.

Vadim se referia a eles como pessoas rudes, o que não fazia com que conhecê-los parecesse mais fácil.

Ele ia me forçar a casar com um estranho, um criminoso, tudo para criar laços dentro de algum negócio ilegal.

A minha vida adulta não começou no dia em que fiz dezoito anos; a minha vida inteira acabou.

***

Vadim enviou um vestido para o quarto em que acordei mais cedo no mesmo dia para que eu pudesse me preparar para o jantar com os Acerbis.

Ele estava praticamente me envolvendo como um presente e colocando um laço em mim para eles. Parecia algum tipo de comércio sexual.

Pensar que de alguma forma, neste mundo doentio e distorcido, ele era biologicamente meu pai, me dava mais nojo.

Ele não tinha um único osso paterno em seu corpo. Era tudo sobre poder, mas, novamente, isso é o que a Máfia deveria ser, pelo que eu sei.

Até agora, eu nem sabia que a Máfia ainda existia. Sempre pensei que eles desapareceram nos anos setenta ou oitenta.

Eu parei na frente de um espelho que foi colocado no quarto, olhando para o vestido e profundamente preocupada com o fato de ele me servir perfeitamente. Não era muito pequeno, nem muito grande. Era do tamanho perfeito.

O tecido preto abraçou meu corpo e caiu um pouco acima do meu joelho, mostrando um ligeiro decote.

Preto não é exatamente a cor que eu teria escolhido para a ocasião. Isso me fez sentir como se estivesse indo a um funeral – mas, na real, poderia ser o meu funeral.

Ouvi uma batida na porta e eu olhei para ela nervosamente. “Sim?”

Quando a porta se abriu ligeiramente, Viktor deu um passo para trás. “Se apresse. Os Acerbis chegaram.”

“Uh… aqui tem alguma maquiagem?” Era uma pergunta ridícula, eu estava bem ciente, mas o grande hematoma no meu rosto do tapa que Vadim tinha me dado era bem visível.

Se eu tivesse base para cobrir isso seria melhor.

Viktor revirou os olhos. “Olha, princesa, seu pai não trouxe você aqui para mimá-la. Você tem dois minutos.”

Eu já estava bem ciente disso: ele não era pai; ele era um empresário. Eu não queria me casar, mas também queria que a minha mãe ficasse segura.

Então, agora, eu tinha que descer e jantar com um grupo de maníacos que tinham armas presas aos quadris.

Não haveria nenhum conforto naquela situação, mas era algo com que fui forçada a conviver até que pudesse encontrar uma saída – e eu encontraria uma saída.

Eu ajustei o meu longo cabelo castanho, mantendo-o básico e solto. Não era como se eu tivesse algo com que trabalhar e não tivesse intenção de impressionar ninguém. Isso era o melhor que dava pra fazer.

Quando abri a porta, Viktor estava esperando impacientemente por mim e começou a me conduzir escada abaixo sem dizer uma palavra.

Ele era bastante intimidador, para dizer o mínimo. Ele nunca demonstrou qualquer emoção e quase nunca falava. Parecia só seguir ordens.

Eu não tinha tido a chance de olhar em volta ainda, embora não tivesse certeza se tinha permissão para fazer isso. Eu fiquei trancada naquele quarto o dia todo, tipo a Rapunzel, mas nesse caso o meu cabelo não poderia me salvar dessa bagunça.

Chegamos ao andar de baixo e Viktor abriu as grandes portas que davam para a área de jantar. Em frente a Vadim, dois homens estavam sentados, vestindo ternos que pareciam caros.

Eu poderia jurar que eles me ouviram engolir em seco, porque todos pareciam olhar na minha direção quando eu cheguei.

“Lá está ela,” Vadim anunciou antes de apontar para o assento ao lado dele. “Sente-se, Elaina.”

Coloquei uma mecha do meu cabelo castanho atrás da orelha e caminhei lentamente em direção à mesa. Eu podia sentir meu corpo tremendo e sabia que isso era visível.

Eu estava apavorada. Eu não poderia simplesmente esconder isso. Especialmente agora que havia várias pessoas conversando sobre a minha vida e eu não tinha controle sobre isso.

Lentamente, eu relaxei na cadeira ao lado de Vadim, mas encarei o prato vazio. Vazio como meu coração.

“Elaina, não seja rude. Permita-me apresentá-la”, Vadim me repreendeu, o que me fez levantar a cabeça obedientemente. A última coisa que eu queria era outro tapa na cara.

Ele apontou para o homem mais velho com cabelo preto, com alguns fios prateados. “Este é o Marco Acerbi.”

“Olá,” falei baixinho, mas saiu como um guincho. Ele era exatamente como Vadim descreveu. Ele tinha um olhar severo, quase maligno, e não havia o menor sinal de boas-vindas em seu rosto.

Ele nem mesmo devolveu o meu olá.

Vadim então se virou para o homem mais jovem, um sorriso apareceu em seu rosto, e eu já sabia exatamente quem era. “Este é o Valentino Acerbi. Ele é o próximo na fila para se tornar capo dos italianos.”

“Capo?” Eu questionei. Lembro-me de ter ouvido Vadim dizer isso antes, mas não pensei muito nisso.

“Chefe”, Vadim me disse.

Eu olhei para Valentino. Seus olhos eram castanhos escuros e sem emoção. Ele tinha um cabelo preto que não parecia nem um pouco fora do lugar e uma boa barba por fazer no rosto.

Ele não era um adolescente, disso eu tinha certeza, e também puxou a aparência severa do pai.

Seus lábios se pressionaram em uma linha fina, e ninguém se importou em mencionar o fato de que havia um casamento sendo forçado a nós.

“Estou impressionado, Vadim”, Marco finalmente falou. “Dezoito anos mantendo a sua filha escondida por segurança. Muito bem.”

“É um negócio perigoso”, ele respondeu secamente, “e espero que Valentino leve esse trabalho tão a sério quando a Elaina se tornar uma Acerbi”.

Valentino não teve a chance de falar por si mesmo; seu pai falou por ele. “Valorizamos muito a família.”

“O nome Acerbi é importante, e assim que ela se tornar parte da família, você pode considerá-la intocável.”

Percebi que o sorriso malicioso no rosto de Vadim se alargou. “Suponho que nós temos um casamento a planejar.”

Nós. Na verdade eles tinham um casamento para planejar. Estou sendo vendida para um homem que não consegue sorrir ou dizer olá. Pelo que sei, vou morar na garagem enquanto ele vive uma vida separada na casa real.

Eu queria muito recusar, mas da última vez que fiz isso, ele me deu um tapa.

“Mais cedo ou mais tarde”, Marco respondeu secamente. “Valentino já não é tão jovem e, como você sabe, Vadim, os sindicatos são muito importantes.”

“Claro.”

Vadim estalou os dedos e, em segundos, as criadas entregaram-lhe três charutos. Ele passou um para Marco, que gentilmente aceitou, e estendeu outro para Valentino.

“Eu não gosto de charutos”, respondeu ele.

“É uma celebração, meu filho. A união de duas famílias poderosas. É uma grande oportunidade”, insistiu Vadim, obrigando Valentino a pegar o charuto.

Notei que os olhos de Valentino ficaram escuros enquanto ele encarava Vadim. “No. Nom mi prova.”

Tradução: Não me teste.

Eu olhei ao redor, desconfortável, sentindo a atmosfera mudar completamente. Uma coisa era o Vadim me dar um tapa, mas se eu estivesse certa, ele não poderia dar um tapa no Valentino.

“Calma, figlio,” Marco disse a Valentino antes de voltar a focar em Vadim. “Onde está a comida, Vadim? Já estamos esperando há muito tempo”.

Tradução: Calma, filho.

A conversa mudou rapidamente e durante a maior parte da noite permaneceu no idioma em que eu entendia, o que não fez a menor diferença, porque eu não estava envolvida na conversa.

Os homens conversaram, principalmente Vadim e Marco, enquanto eu fiquei sentada em silêncio durante todo o jantar. Eu era uma estátua, com medo de respirar e de me mover.

Minha mãe poderia estar procurando por mim agora, e na primeira oportunidade que eu tivesse, eu fugiria. Não havia a menor chance de eu passar a minha vida envolvida nisso. É ridículo.

 

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A Princesa e o Dragão

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Sequestrada quando criança, Lexia se tornou uma guerreira endurecida e está planejando uma rebelião que pode derrubar a hierarquia Alfa. Só há um problema: ela está acasalada com um dos doze Alfas do mundo — e ela não sabe com qual deles. Quando Alfa Grayson aparece com uma proposta interessante e um olhar penetrante, os planos mais bem elaborados de Lexia são postos em xeque. Ela finalizará seus planos ou cederá ao coração?

Classificação etária: 18 +

Disclaimer: observe que esta história não está diretamente conectada a O Roubo do Alfa, que é uma adaptação imersiva e reinventada de Alfa Kaden. Esta história faz parte da versão original do autor da série Alfa e você pode apreciá-la como uma história independente!

Nota: Esta história é a versão original do autor e não tem som.

A Serva do Dragão

Viaje no tempo com esta reinterpretação medieval da fumegante ~Cidade Réquiem~! Madeline serviu aos poderosos metamorfos Dragões da Horda de Réquiem desde que era jovem. Em seu aniversário de dezoito anos, Hael, o próprio Senhor do Dragão, fixa seus olhos verde-esmeralda em Madeline. Ele tem planos ~maiores~ para ela. Madeline será a escrava sexual subserviente que Hael exige? Ou esse dominador ultra sexy encontrou seu par?

O Mistério de Jack

A enfermeira Riley foi atribuída a um dos pacientes os mais notórios da ala psiquiátrica – Jackson Wolfe. E ele simplesmente é fatalmente sexy, o que é irônico, considerando que todos ao seu redor parecem estar morrendo. Enquanto Jackson atrai Riley com seu charme, será que ela consegue descobrir quem é o assassino… ou é o mesmo homem por quem ela está se apaixonando?

Fada Madrinha Ltda.

Todo mundo já quis ter uma fada madrinha, certo? Bom, Viola descobre que tem uma – ela só precisa assinar um contrato e todos os seus sonhos e fantasias românticas se tornam realidade! O que poderia dar errado? Que tal o detalhe que ela agora precisa competir em um jogo perigoso contra outras mulheres para conquistar o coração de um príncipe deslumbrante? Que comecem os jogos!