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Fora do Reino Licantropo, Lilac de dezoito anos é uma lobisomem tímida — mas ela é linda, e todos ao seu redor estão notando.

Quando um cheiro que ela não pode ignorar a atinge e ela é forçada a reconhecer seus desejos, ela se vê olhando para o infame Kyril Vasilo. E ela descobre que ele não é apenas um lobisomem qualquer… ele também pode ser seu par.

 

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1

Resumo

Fora do Reino Licantropo, Lilac de dezoito anos é uma lobisomem tímida — mas ela é linda, e todos ao seu redor estão notando.

Quando um cheiro que ela não pode ignorar a atinge e ela é forçada a reconhecer seus desejos, ela se vê olhando para o infame Kyril Vasilo. E ela descobre que ele não é apenas um lobisomem qualquer… ele também pode ser seu par.

Classificação etária: 18 +

Autor Original: Jessie James

Kyril

O licano começou a perder o controle.

“Mais rápido!” Ele gritou para o motorista enquanto sua carruagem deslizava em direção ao castelo.

Já era tarde e ele podia sentir a mudança chegando.

Era uma sensação familiar, uma espécie de alerta inquietante, uma coceira sob a pele… Ele sentia isso há muitas luas.

Uma besta incontrolável, uma raiva reprimida que queimava dentro dele.

Um monstro que anseia por libertação.

“Nós entramos na propriedade do Rei, Alfa Kyril,” o subordinado à sua direita disse, tremendo.

Kyril pressionou as palmas das mãos nas coxas, esfregou seus músculos que tremiam sob as calças e tentou respirar. Estava acontecendo mais rápido do que o normal. Com mais calor e vigor.

Isso foi um erro.

Eu não deveria ter vindo.

O perigo para o reino é muito grande!

A roda da carruagem atingiu uma pedra na estrada, enviando uma onda de choque através de seus ossos.

Como um Alfa, o líder de uma matilha — uma das maiores matilhas em todo o Reino Licantropo — era dever jurado de Kyril comparecer à Reunião Anual do Rei. Mas a cada ano ele se tornava cada vez mais instável.

E este ano ele estava preocupado em perder o controle.

Pois Kyril era um licano que ainda não tinha encontrado uma companheira.

Ao contrário de outros lobos metamorfos, os licanos que permaneciam não acasalados pela deusa da lua tornavam-se cada vez mais rebeldes até que perdiam toda sua humanidade… e se tornaram selvagens.

Kyril se transformou pela primeira vez aos quinze anos — dezessete anos atrás.

Os licanos mais fortes enlouqueceram em menos tempo. De alguma forma, Kyril estava se segurando… quase.

“Quanto tempo mais?” Ele rosnou para seus homens.

“Não muito, senhor!”

Kyril notou as contrações nervosas de seus camaradas, os movimentos rápidos dos olhos.

Inteligente, ele pensou. Eles sabem que devem ter medo.

Olhando para o horizonte enquanto o sol estava baixo no céu, Kyril cerrou os dentes e tentou se segurar.

Se eles pudessem chegar ao castelo a tempo, havia uma chance de que ele pudesse ser contido antes de se transformar.

Do contrário, todo o reino correria grave perigo.

Ele tinha que aguentar. Ele tinha que se manter calmo até que seus homens pudessem protegê-lo.

O licano dentro dele só esperaria até certo ponto.

E já estava esperando há tanto tempo…

Companheira… Kyril cerrou os punhos e olhou para o céu. Você está aí?

Lilac

Companheira…

Lilac…

Lilac…

Lentamente, ela abriu os olhos e sentiu o calor do sol da tarde brilhando pela janela.

“Lilac… acorde.”

Ela rolou para encontrar sua mãe, Mila, sentada na beira da cama.

“Lilac, querida”, disse a mãe. “Você estava sonhando?”

“Eu estava…” Ela enxugou uma gota de suor da testa. Com o que ela estava sonhando? Tudo que ela conseguia lembrar era uma figura envolta em sombras, presa, e uma sensação como se eles fossem… como se eles se conhecessem.

“Oh…” Lilac se sentou em sua cama, com um livro de orações fino caindo de seu colo no chão.

“O que é isso?” Mila perguntou, pegando o livro.

“Eu estava praticando os hinos e devo ter cochilado.”

“Criança boba.”

Mila sorriu para a filha. Era o sorriso mais lindo do mundo — segundo Lilac.

Ela esfregou o ombro de Lilac.

“É hora de levantar”, disse a mãe. “Você precisa se preparar.”

“Preparar para quê?” Lilac bocejou.

“Para a Reunião Anual do Rei, lembra?” Mila balançou a cabeça de forma divertida e amorosa. “Sua boba, você não pode ter esquecido. O conselho licantropo está anunciando seu mais novo homenageado e seu pai foi nomeado.”

O pai de Lilac, Legion, era o Alfa de sua matilha, e Lilac sabia que esse dia estava chegando. Ela temia sua chegada.

“Isso é hoje?”

Sua mandíbula começou a tremer.

Lilac recostou-se no travesseiro e suspirou. A Reunião Anual do Rei era o último evento ao qual uma introvertida como Lilac queria comparecer.

“Levante-se”, Mila disse, dando tapinhas delicados em Lilac no joelho.

Lilac gemeu. Ela sabia que não tinha escolha.

Ela e seu irmão gêmeo Ales acabavam de completar dezoito anos, o que significa que eles eram agora adultos, e elegíveis para assistir a sua primeira Reunião Licantropa.

O próprio rei lobisomem tinha convidado ela e seu irmão.

Não comparecer seria uma ofensa imperdoável. Por mais que Lilac desejasse poder ficar em seu quarto para sempre, ela nunca faria nada para sujar o nome de sua família aos olhos do reino.

Lentamente, Lilac se levantou enquanto Mila se dirigia ao armário.

“Por onde começamos?' Mila perguntou a ninguém em particular. “Maquiagem? Etiqueta? Precisamos escolher um vestido, é claro. Isso tudo é tão emocionante!”

Já que Lilac raramente saía, ela sabia o quão importante este momento era para sua mãe.

“Primeiro”, ela disse a Lilac, “você vai se refrescar. Rápido!”

“Ok, ok, estou indo.” Os ombros de Lilac caíram para frente.

Ela nunca tinha entendido o porquê de tanto barulho quando se tratava de se arrumar. Não é como se ela estivesse tentando atrair a atenção de alguém.

O pensamento de atrair um companheiro nunca a atraiu muito.

A última coisa que quero é que alguém me note!

Kyril

“Eles nem saberão que estou aqui,” Kyril murmurou para si mesmo, incapaz de evitar a sensação de vergonha ao olhar para as ruínas de uma velha capela.

Depois de sua chegada ao castelo, os homens do Alfa informaram ao rei da necessidade de um santuário para Kyril. O rei, ciente das crises de Kyril, estava preparado.

Os homens do rei escoltaram o licano e os membros de sua matilha até aqui — uma igreja puritana há muito abandonada no extremo de sua propriedade.

O mais longe possível da reunião.

O corpo de Kyril estava começando a tremer. Seus músculos ficaram tensos e relaxados em ondas espasmódicas.

“Graças à deusa.”

Saliva se acumulou em suas mandíbulas e um rosnado cresceu em seu interior.

Seus homens gemeram ao descarregar baús pesados ​​da carruagem.

Kyril os seguiu para dentro.

A última luz do sol do dia brilhou através das janelas sem vidros da capela abandonada. O licano semicerrou os olhos na névoa pastel enquanto mordia.

Seus homens abriram os baús e começaram a desempacotar seus conteúdos agourentos.

Eles puxaram correntes enferrujadas pesadas. Correntes com as quais Kyril estava muito familiarizado. Eles as prenderam em torno de pedras, prendendo-as ao chão.

Kyril moveu-se para o centro da sala e seus homens começaram a tarefa de amarrá-lo. Ele olhou em volta com seus olhos humanos uma última vez quando começou a sentir o peso esmagador das correntes em seus ombros.

Embora as paredes permanecessem verticais, o telhado há muito havia desaparecido — desabou. Pilhas de rocha repousavam onde antes ficavam as colunas.

O que antes era um lugar tranquilo de adoração agora estava um caos.

O piso de mármore estava rachado e coberto de vegetação. A grama saía das fendas e as trepadeiras se estendiam pelas paredes e ao redor do local onde o licano estava.

Trabalhando rapidamente, com os olhos baixos, eles aprisionaram seu Alfa.

Eles amarraram suas correntes ao redor do licano e dos restos de um altar.

Os elos de metal frio envolveram o tórax musculoso do licano, serpenteando firmemente em torno de seus sólidos braços e pernas.

Será o suficiente?

Essas correntes serão fortes o suficiente para me conter?

Lilac

“Você gosta disso?” Disse Mila, puxando os cordões do espartilho Lilac. Ela grunhiu de dor e olhou para o vestido lilás claro que sua mãe havia preparado.

“Só porque… ai!,” Mila apertou o corpete, “só porque é o meu nome não significa — ai! — que tenho que usá-lo, sabe?”

“Eu sei, mas você fica tão bonita com essa cor”, disse Mila, beliscando a bochecha de Lilac. “Agora, sente-se para que eu possa começar a trabalhar no seu cabelo.”

Sua mãe modelou o cabelo negro de Lilac em ondas soltas que caíram por suas costas e prendeu flores recém-colhidas na trança que ela teceu, criando uma delicada coroa de flores.

“Você está deslumbrante”, disse a mãe. “Agora, apenas um pouco de maquiagem leve.”

Quando terminaram, Lilac colocou o vestido enquanto sua mãe ajudava a prendê-lo nas costas. Ela se virou, olhando no espelho, admirando como ele se encaixava em seu corpo.

Ela não se parecia com a garota quieta que estudava os hinos e guardava para si mesma. Não, Lilac parecia… crescido.

A visão por si só foi suficiente para lhe dar arrepios.

É demais, não é?

“Agora, os sapatos,” sua mãe disse, com um par de saltos pendurado em seus dedos.

Lilac estremeceu. Ela deslizou os pés nos calçados e seguiu a mãe escada abaixo, agarrando-se ao corrimão por todo o caminho.

Legion parou em seu caminho ao vê-la.

“Mila”, disse ele, “ela está linda!”

“Tão linda que ela pode até encontrar seu companheiro,” Mila brincou, e Lilac corou.

“No dia em que ela encontrar seu companheiro,” Legion balbuciou. “Vou mandá-la para um convento!”

Mila fez uma careta e balançou a cabeça. “Você não pode quebrar as leis do reino dos lobos, Legion. Em algum momento, ela encontrará seu companheiro.”

Lilac empalideceu. Essa era a última coisa no mundo que ela queria: um companheiro.

Ela nunca teve um amigo íntimo do sexo masculino, um namorado, nem mesmo o menor flerte, e gostava assim.

Ela se lembrou do único garoto que ousou cortejá-la: Hunter Blackwood, um Alfa de uma matilha vizinha. Ele era amigo de Ales, e ela sempre achou estranho como ele a seguia, se oferecendo para ajudar em qualquer coisa que ela precisasse.

Não foi até que Hunter tentou beijá-la que seu pai o expulsou.

Até hoje, Hunter estava proibido de vê-la.

Ela achou a coisa toda quase completamente opressora. Por um lado, ela simplesmente não correspondia aos sentimentos dele e, por outro, o pensamento de que um dia ela precisaria explicar tanto para ele, encheu seu pequeno coração de terror.

Seu pai disse que Hunter era simplesmente um cachorro vigoroso tentando conseguir uma mordida. E Lilac não tinha experiência em lidar com cães de qualquer tipo…

Kyril

Um grunhido escapou de seus lábios quando o Alfa ordenou a seus homens que se apressassem.

Ele ainda não tinha se transformado totalmente, mas estava bem encaminhado.

A raiva cresceu dentro dele.

Desfocando sua visão…

Acelerando sua frequência cardíaca…

O tempo estava se esgotando.

“Rapidamente!” ele administrou através de uma mandíbula rosnando.

Seus homens terminaram apressadamente de prender seu líder quando o sol começou a se pôr.

Não havia mais tempo.

Está chegando!

“Deixe-me! DEIXE-ME!”

Sem hesitar, a matilha do Alfa abandonou a capela, deixando seu líder lutando sozinho contra sua besta.

De repente, o licano foi dominado pela raiva…

Caos e raiva queimaram em sua mente…

Ele podia sentir a fúria dentro… o monstro selvagem… subindo à superfície…

Enquanto seus músculos doíam e incharam…

Sua cabeça girou com imagens de violência…

Sangue!

Destruição!

CAOS!

Suas presas cresceram e suas mandíbulas quebraram…

Ele puxou as correntes para garantir que estava contido…

À medida que a transformação o venceu…

Ele olhou para a lua nascente e uivou…

Lilac

“Essa é minha irmã?”

Lilac se virou para ver Ales na porta, vestindo um smoking, cabelo preto penteado para trás. Ele parecia um Alfa em formação.

“Está com bom aspecto, irmã”, disse ele.

“Você está muito bonito, Ales.”

“Estamos todos prontos, então?”

Lilac olhou em volta em busca de sua bolsa.

“Eu esqueci minha bolsa no meu quarto. Eu volto já!”

Ela rapidamente entrou em seu quarto, agarrou a bolsa da penteadeira e estava se virando para sair quando percebeu uma brisa fria contra sua pele.

Eu não deixei a janela aberta, deixei?

Quando ela foi trancá-lo, ela descobriu um pedaço de papel dobrado descansando no parapeito da janela, uma pedra em forma de coração segurando-o.

“Caçador?” disse ela, pegando o bilhete.

Lilac adorável, solteira mais bela,

Como meu pobre coração dói em desespero.

Muito tempo, eu ansiava. Eu me escondi com medo,

Mas esta noite, eu juro trazer nossos jovens corações para perto…

Seus olhos se arregalaram quando ela deixou o poema cair no chão. Ela reconheceu a letra e tinha certeza de que era Hunter quem havia deixado o bilhete.

Isso foi o suficiente para fazê-la estremecer de ansiedade. Hunter tentaria cortejá-la na reunião.

E a única coisa que ela achou mais aterrorizante do que o afeto dele foi a ideia de que ela poderia fazer uma cena ao rejeitá-lo.

“Por que está demorando tanto aí em cima?” seu pai gritou impaciente.

Lilac desceu correndo as escadas para encontrar sua família que a esperava. “Mamãe, acho que estou me sentindo mal. Posso ficar? “

“Boa tentativa”, disse Mila, empurrando Lilac porta afora. “Não vai ser tão ruim quanto você pensa.”

Lilac rezou para que sua mãe estivesse certa, mas o poema de Hunter parecia sugerir o contrário.

Esta noite, eu juro trazer nossos jovens corações para perto…

Lilac engoliu em seco. Ela não sabia a que “juramento” Hunter estava se referindo, mas fez seu coração disparar e suas mãos suar.

E então houve outro sentimento. Algum fio de desejo que sobrou de sua soneca.

Como se em algum lugar lá fora, alguém… algo a estava chamando.

As portas da carruagem se fecharam e eles partiram para a noite, Lilac olhando para a escuridão.

Ela sentiu a gelada percepção de que sua vida estava prestes a mudar e se perguntou se isso tinha algo a ver com a figura sombria com que ela sonhou.

Isso é ridículo, ela se repreendeu. Por que alguém na Reunião do Rei seria acorrentado como uma besta?

 

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2

Lilac

Lilac e sua família chegaram à sede do conselho, uma enorme fortaleza de vários andares, com tantos salões de baile e corredores que Lilac tinha certeza que se perderia se não ficasse por perto.

O Salão de Assembleias que mantinha a Reunião Licantropa era a sala mais decadente em toda a cidade.

Lustres de cristal estavam pendurados no teto abobadado e grandes tapeçarias adornavam as paredes de pedra.

Dispostas ao longo do corredor estavam mesas iluminadas por velas com prata polida e porcelana que brilhava com a luz.

Lilac nunca tinha estado em nenhum lugar assim antes em sua vida. E as pessoas parecem estar tão surpresas ao vê-la como ela estava por estar aqui.

Lilac se arrastou atrás de seus pais enquanto eles eram conduzidos à mesa.

Ela podia sentir os olhos sobre ela e ouvir os murmúrios no ar.

Todos sabiam que o Alfa Legion tinha uma filha, mas vê-la de relance em público era uma visão realmente rara.

“É a filha da Alfa Legion…”

“Ela é tão…”

“Adorável, eu sei.”

Lilac corou com os elogios, curvando a cabeça para esconder o rubor que subiu de seu pescoço até o rosto.

Felizmente, sua mãe, Mila, estava tão linda que ela estava atraindo muita atenção do salão também.

“Mila”, alguém gritou. Um charmoso homem de meia-idade caminhou até eles, sorrindo.

“Depois de todos esses anos, você ainda está com essa desculpa esfarrapada de Alfa?” Ele disse, cutucando as costelas de Legion.

Os homens eram claramente velhos amigos, porque Legion devolveu seus golpes com um soco próprio. “Cuidado, Alfa Mason. Ambos sabemos quem é o Alfa mais forte.”

Mila deu um passo à frente e deu um beijo suave em sua bochecha, que ele devolveu.

“Você ao menos envelhece, Mila?” Mason provocou.

“Como um bom vinho, Mason.” Mila piscou. “E não se esqueça disso. Sua radiante esposa, Nancy, está aqui?”

“Mas é claro. Ouça as fofocas mais altas. É onde você a encontrará.”

Todos eles riram. Todos, exceto Lilac, que se sentia extremamente deslocada. Seus dedos avançaram em direção à sua bolsa, sabendo da segurança de um livro que estava ali dentro.

Mason apertou a mão de Ales em seguida. “O futuro da matilha, aqui em carne e osso. Parabéns por atingir a maioridade.”

“Muito obrigado, Alfa Mason,” Ales disse educadamente.

Finalmente, Mason voltou-se para Lilac.

“E você deve ser a misteriosa Lilac. É um prazer finalmente conhecê-la.”

Lilac acenou com a cabeça em resposta, não acostumada com esses costumes excessivamente amigáveis.

Mason continuou, sentindo a necessidade de preencher o silêncio.

“Seu pai me falou muito sobre você. Você realmente é um presente especial da Deusa. Uma surpresa, pelo que sei! Ainda não consigo acreditar que seu pai não conseguiu detectar você durante a gravidez da Luna Mila.”

Alfa Mason riu alegremente. O fato de ser de conhecimento público sempre deixava Lilac inquieta.

Por ser filha de alguém tão importante como um Alfa, o que ela esperava?

“Você ouviu sobre o anúncio do rei para o conselho?” Perguntou Mason, mudando de assunto para a política da matilha.

“O que tem isso?” Legion respondeu.

“O rei anunciará o nome de um novo membro do conselho.”

“Sim, eu ouvi essa parte,” Legion bufou. “Você tem alguma ideia de quem possa ser?”

“Ouvi dizer que Eli Damon pode ser um candidato”, respondeu Mason, sorrindo.

Os lábios de seu pai se estreitaram. “Ah, sim, o cachorro vigoroso.”

A menção do nome de Eli trouxe a mente de Lilac de volta ao poema. As chances de evitá-lo eram quase impossíveis.

“Eu também ouvi que Alfa Kyril vai se juntar a nós esta noite. Embora eu ainda não o tenha visto,” Mason comentou enquanto examinava a sala.

O som desse nome trouxe borboletas ao estômago de Lilac.

Mas por quê?

“Kyril Vasilo? Eu não o vejo há anos,” respondeu Legion.

“Nem mais ninguém”, disse Mason. “Pelo que eu ouvi, o rei concedeu a ele uma suspensão do conselho para que ele pudesse procurar por sua companheira.”

“Ele ainda não a encontrou? Ele deve ter pelo menos trinta anos agora.”

“Trinta e dois”, respondeu Mason. “Já se passaram dezessete anos desde sua primeira transformação. Pessoalmente, duvido que ela exista.”

Legion suspirou. “Pobre sorte para um Alfa licano. Eu não poderia imaginar a vida sem minha Mila.”

“Nem eu sem minha Nancy,” respondeu Mason. “Por falar nela, eu deveria voltar para minha mesa antes que minha companheira se perguntasse para onde eu desapareci.”

A família Aquiles ocupou seus lugares e Lilac imediatamente se voltou para o irmão.

“O que há de errado com Alfa Kyril?”

Apenas dizer o nome dele causou arrepios em sua espinha.

Ales deu a Lilac um olhar de soslaio, sem saber por que ela estava perguntando.

“Alfa Kyril desapareceu há pouco mais de um ano. Ninguém sabe ao certo por quê. Algumas pessoas espalham rumores de que ele é… selvagem.”

Feroz?!

Lilac só tinha ouvido essa palavra de passagem antes. Todos sabiam que um lobo selvagem era mais perigoso do que qualquer criatura no mundo.

Se tivessem a chance, eles até matariam sua própria espécie.

Mas antes que Lilac pudesse fazer mais perguntas, um silêncio desceu sobre o salão. Todos se viraram para ver um tapete vermelho se desenrolar na escada magnífica que ficava no final do corredor.

Então a banda começou a tocar enquanto o rei, a rainha e o príncipe desciam, seguidos por três membros do conselho.

Ela observou a família real subir ao palco e o rei Agnus tomar seu lugar à mesa do banquete.

“Boa noite, senhoras e senhores!” Ele trovejou pelo corredor.

Todos os homens se curvaram ao rei. Não as lobas fêmeas, porém, que apenas se curvaram à Deusa Selene.

“Levantem-se,” o Rei Agnus comandou. “Eu dou as boas-vindas a todos vocês à Reunião Anual Licantropa. Antes de prosseguirmos, quero tranquilizá-los anunciando o nome do mais novo membro do conselho. O Alfa que escolhemos provou seu valor e força repetidas vezes. Bem-vindo ao conselho… Alfa Legion Achilles!”

Vivas explodiram por todo o salão enquanto o pai de Lilac ficava em estado de choque. A família inteira não conseguia acreditar.

Lilac engasgou e olhou para o pai com admiração e espanto.

“Parabéns, papai!”

“Obrigado, menina.” Ele sorriu. Todos se reuniram para parabenizá-lo. E logo todos estavam indo para a pista de dança.

Lilac, tão envolvida no momento, nem percebeu que estava participando — até que sentiu uma mão agarrar a dela.

“Concede-me esta dança?”

Ela se virou para ver Eli Damon — olhos castanhos, queixo esculpido, cabelo castanho lindo e um corpo de morrer.

Ela havia esquecido o homem lindo que ele era.

Um tom rosado se espalhou por suas bochechas enquanto o belo Alfa olhava em seus olhos.

“Sim, uma dança está bem”, respondeu Lilac, desviando o olhar.

Eli colocou a mão na cintura de Lilac e a conduziu até o centro da sala.

Lilac nunca teve um motivo para praticar dança, mas Eli a conduzia com tanta confiança que ela não precisava saber como.

Quando a música diminuiu, ele se aproximou.

“Você está linda, Lilac.”

“Obrigada,” ela sussurrou. “Você também está… muito bem.”

Um silêncio confortável se estabeleceu entre eles, com seus corpos balançando e olhos demorando um sobre o outro.

“Você pegou meu poema?” Eli perguntou.

“Sim”, ela respondeu, timidamente. “Como você–”

“Eu disse que aproximaria nossos corações, não disse?”

Lilac corou. “Alfa, eu–”

“Eli, por favor.”

“Eli… o que você quer dizer?”

“Lilac, não é óbvio?”

Os olhos de Lilac se arregalaram e seu coração começou a bater forte no peito.

Seus olhos brilharam com um calor sincero que só poderia significar uma coisa. Ele não precisava dizer isso em voz alta. Lilac entendeu. Simplesmente não era mútuo.

Mas antes que ela pudesse impedi-lo, ele disse de qualquer maneira.

“Eu te amo, Lilac.”

Lilac se afastou dele, sem saber o que dizer.

Ela se sentiu obrigada a responder. Mas não poderia decepcioná-lo facilmente.

Seu coração era muito bom para quebrar o dele.

Isso era demais. Ele não era seu companheiro. Ela sabia disso no fundo de seu coração, mas aqui estava este homem perfeito oferecendo o seu.

O pânico começou a tomar conta dela.

“Eu… com licença. Eu já volto,” ela sussurrou.

Sem outra palavra, ela se virou e saiu correndo da pista de dança. Ela podia sentir os olhos tristes de Eli olhando para ela partir.

Ela podia sentir os olhos de todos no corredor olhando para ela.

Ela não conseguia respirar.

Ela tinha de sair.

Ela precisava de ar.

Tropeçando para fora da porta, correndo para a noite enluarada, Lilac se viu no centro de um labirinto de sebes. Ela encostou-se a um poste de luz para se equilibrar. Ela sabia que nunca deveria ter vindo esta noite.

Ela quebrou sua regra por uma noite e olha o que ela fez? Quebrou o coração do mais doce lobisomem. Um Alfa, por sinal.

Mas ela disse a Eli Damon antes que ela não queria um companheiro.

Não havia companheiro para ela.

Ela estava mais certa disso agora do que nunca.

No entanto, de repente, seus sentidos aguçaram e algo profundo em seu interior disparou e tudo ao seu redor começou a balançar.

Ela podia sentir o cheiro agora. Um aroma atraente, tão convidativo que pareceu embalá-la em um transe. O cheiro era almiscarado com um toque de rosa cítrico e patchuli.

O corpo de Lilac clamava pelo cheiro, ansiava por envolver seu corpo e cobri-la. Parecia tão distante.

Ela tinha que encontrar sua fonte.

Ela não conseguia parar de se mover em direção a ele. Quase sonâmbula. Era como uma experiência fora do corpo.

Antes que ela soubesse o que estava acontecendo, Lilac estava andando, correndo, correndo. Nada poderia detê-la. Algo sobre esse almíscar, essa trilha de desejo, essa corrente invisível chamou sua alma.

Lilac não descansaria até que ela descobrisse sua origem.

 

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