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Reaprender a Amar

POV: Resumo

Josiah é um motociclista, em luto pela morte de sua esposa. Quando ele inesperadamente herda dois comércios na cidade de Bracketville, ele conhece Brooke, uma mulher local que espera escapar para um lugar melhor. Os dois se unem rapidamente, vendo no outro uma chance de recomeçar. Mas ser o líder de uma gangue de motociclistas é perigoso—colocando em risco o futuro dos jovens amantes…

Classificação etária: 18 +

Autor original: E. Adamson

 

Reaprender a Amar por E. Adamson está agora disponível para leitura no aplicativo Galatea! Leia os dois primeiros capítulos abaixo, ou faça o download do Galatea para obter a experiência completa.

 


 

O aplicativo recebeu reconhecimento da BBC, Forbes e The Guardian por ser o aplicativo mais quente para novos romances explosivos.

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1

JOSIAH

Soco. Soco.

Soco. Cruzado. Gancho. Soco.

Os olhos de Josiah ardiam com o suor escorrendo por sua testa enquanto ele esmurrava o saco de pancadas de 45 kg que estava pendurado no canto de seu escritório.

Talvez ele não fosse tão forte como costumava ser. Talvez sua forma não estivesse tão boa quanto era durante seus dias como profissional.

Mas um fluxo constante de raiva fluía por ele o tempo todo, e ele a canalizava esse sentimento em cada soco forte e poderoso.

Este exercício era o alívio diário de que ele precisava desesperadamente.

Ele não poderia descontar em mais nenhum pobre e despretensioso rapaz que o cruzasse na hora errada. Não era certo.

Ele precisava dar um exemplo para seu grupo: usar a força somente quando for absolutamente necessário.

Soco. Gancho. Soco.

RING.

A meditação violenta de Josiah foi interrompida pelo barulho de seu telefone celular.

Ele enxugou a testa com a bainha da camiseta e olhou para a tela. Era uma ligação de um número desconhecido. Ele atendeu.

“Quem é?” Josiah nunca gostou de gentilezas.

“Josiah Anderson?”

“Sim…”

“Olá. Aqui é o Sr. Lawson da Advocacia Lawson & Son em Bracketville.”

Bracketville???

Josiah sentiu um aperto no peito.

“Bem—hum—” Sr. Lawson continuou, “Sinto muito em dizer isso, mas… o Sr. e a Sra. Tucker faleceram.”

Josiah bateu o telefone na mesa. Seu rosto estava estoico, mas as rachaduras recém-formadas na tela do telefone denunciaram sua dor.

“Olá? Sr. Anderson? Você está bem?” continuou a voz do advogado, Sr. Lawson.

A mão de Josiah tremia quando ele puxou o telefone de volta ao ouvido. “O que você quer de mim?” ele disse bruscamente.

“Bem, Josiah, é muito importante que você venha ao meu escritório o mais rápido possível. Preciso passar o testamento deles com você.”

“Por quê?” Josiah não via os Tuckers há anos. Três anos para ser exato. De jeito nenhum eles iriam deixar algo para ele.

“Não posso discutir os detalhes por telefone, mas os Tuckers sempre gostaram muito de você. Mesmo depois—”

O Sr. Lawson se interrompeu. Josiah engoliu o nó que estava se formando em sua garganta.

“Por favor, venha ao meu escritório amanhã ao meio-dia. Você precisa do endereço?”

“Eu sei onde é.”

Josiah desligou abruptamente o telefone.

Ele soltou um grunhido primitivo e correu a toda velocidade para o saco de pancadas.

Em seguida, ele deu um passo para trás e continuou seu ataque, fervendo enquanto sua dor e raiva corriam por seus punhos.

Josiah havia jurado nunca mais voltar a Bracketville. Não depois do que aconteceu com Misty.

Doce Misty Tucker.

A esposa dele. O amor de sua vida. Morta a tiros na flor da idade.

Misty não precisava morrer. Aquela bala tinha sido destinada a ele. Ela não precisava levá-la. E ainda assim, ela a levou.

Ela a levou porque o amava. Amava-o mais do que qualquer homem na Terra provavelmente merecia.

Mais do que ele merecia, aliás.

E por causa disso, por causa desse amor, ele estava vivo e ela não.

Ela morreu e ele sobreviveu. E agora ele estava sozinho.

“Uau,” disse uma voz da porta. “Eu odiaria ser o cara que você está imaginando agora.”

Josiah se virou para encontrar Promise o observando pela porta.

Promise era a melhor amiga de Josiah. Sua “irmã de outra mãe”.

Ela sempre sabia quando algo estava errado com Josiah, então não adiantava fingir.

“Os pais de Misty faleceram”, ele deixou escapar sem cerimônia antes de cair em sua cadeira.

“Uau! Uau. Como você—? Você está bem?” Ela disparou para a sala e sentou-se em frente a ele.

“Um advogado ligou de Bracketville. Aparentemente, fui nomeado no testamento deles.”

Os olhos de Promise se arregalaram. “Uau. O que você vai fazer?”

Josiah apenas balançou a cabeça, passando os dedos pelos cabelos.

“Você vai se sentir péssimo se for”, disse Promise.

“Sim—”

“Mas se não for, ficará ainda pior. Misty gostaria que você fosse.”

Josiah lançou um olhar furioso para ela. “Não faça isso.”

“Uau. Não me olhe como se eu fosse seu saco de pancadas. Você sabe que estou certa.”

Infelizmente para Josiah, ela estava. Mas ainda assim o irritou ouvir isso.

Promise se esticou sobre a mesa e pousou a mão no antebraço de Josiah. “Eu e o Rico seguramos as pontas por aqui.”

Bracketville ficava a cinco horas de carro. Ir para lá significaria deixar seu moto clube para trás por um ou dois dias.

Josiah era o presidente dos Fury Riders, e o clube era tudo para ele. Os membros se tornaram sua família substituta depois que ele perdeu Misty.

Rico era seu braço direito, mas Josiah não tinha certeza se ele estava preparado para lidar com o funcionamento do clube sem ele.

Promise deve ter percebido seu incômodo. “Joey,” Promise sussurrou, “vai ficar tudo bem. Você tem uma promessa da Promise. Esse é o melhor tipo de promessa que existe.”

Ela piscou para ele e Josiah se acalmou. Ela sempre conseguia fazê-lo se sentir melhor.

Josiah assentiu, decidido no que iria fazer.

Ele iria para Bracketville naquela noite.

***

Josiah acordou às oito da manhã em um quarto empoeirado de motel em Bracketville.

Ele se preparou para o dia e verificou sua aparência no espelho manchado do banheiro.

Piercings em ambas as orelhas. Algumas cicatrizes de seus dias de boxe. Um anel de caveira de prata. Ambos os braços fechados com tatuagens.

E uma tatuagem que não podia ser coberta por uma jaqueta ou camisa de manga comprida. As letras em negrito F.R. escritas em sua mão direita, em homenagem ao seu moto clube.

Josiah não parecia alguém que estava indo a uma reunião importante com um advogado. Mas ele não se importava.

Podem olhar.

Ele já tinha lidado com coisas piores do que uma boa dose de olhares de julgamento quando visitou esta cidade com Misty.

Especialmente do irmão de Misty, Andrew.

Andrew nunca gostou de Josiah. Quando Misty morreu, aquele desgosto se transformou em um ódio profundo.

Será que Andrew Tucker amadureceu aquela cabecinha? Ele ainda morava em Bracketville?

Josiah exalou de forma longa e intensa.

Só há uma maneira de descobrir…

Mas ele não sabia se seria capaz de controlar seu temperamento caso Andrew tentasse alguma coisa hoje.

Este foi o pensamento que ressoou em sua cabeça quando ele deu partida em sua motocicleta e começou seu trajeto por Bracketville, em direção aos escritórios da Lawson & Son.

***

BROOKE

Brooke Mitchell recostou-se na cadeira e soltou um longo bocejo profundamente entediado.

Ela estava com tanto tédio que podia literalmente ver a água no vaso de flores evaporando.

Era seu terceiro dia trabalhando na Lawson & Son, e ela poderia jurar que cada segundo que passava tinha sido um pouco mais longo do que o anterior.

Não que ela não gostasse do Sr. Lawson. Ele era um bom homem, embora muito cansado.

E não era que ela não gostasse do pagamento extra que recebia por cobrir a vaga; ela estava mais do que feliz por isso.

Acontece que os negócios estavam devagar, e devagar significava monótono.

Ninguém tinha aparecido nos últimos três dias, e havia apenas uma quantidade suficiente de papelada para uma pessoa arquivar.

Os negócios estavam tão letárgicos que Brooke até encontrou tempo para fazer o dever de casa on-line da faculdade.

Ou, para ser mais preciso, ela encontrou tempo para começar a fazer seu dever de casa on-line e depois se cansou disso também.

Brooke olhou ansiosamente para o relógio, que, de alguma forma, parecia estar na mesma posição de quinze minutos atrás. O que ela ia fazer?

Ela fechou os olhos e massageou o pescoço. Ela saboreou a sensação de seus dedos cavando em seus músculos tensos.

Ela desejou que outra pessoa estivesse ali para massageá-la para que ela pudesse relaxar com a pressão de seu toque.

Um pensamento entrou em sua mente. Um pensamento malicioso e atrevido que a faria ser demitida, mas ela tinha certeza de que era o que precisava no momento.

Ela olhou por cima do ombro para verificar se não havia ninguém ali e, em seguida, inclinou-se para a frente e digitou discretamente “contos de massagem erótica” no Google.

Em um instante, seu navegador foi inundado com incontáveis ​​resultados sensuais para escolher.

Isso por si só foi o suficiente para fazer Brooke sorrir e para o assento de sua calça esquentar.

Ela suspirou satisfeita e recostou-se na cadeira; ela clicou em um intitulado “Finais felizes”.

PING!

Brooke olhou para o telefone e viu que acabara de receber uma série de mensagens de Ron, a monstruosidade de um homem que insistia em se chamar de “ex”.

Então, foi doloroso, mas não foi surpresa para ela ao desbloquear o telefone e ver as seguintes mensagens.

Ron
Cadê você, BB?
Ron
Por que você não responde às minhas mensagens?
Ron
É melhor você responder AGORA
Ron
Você é minha garota! Você tem que me responder!
Brooke
Me deixe em paz!
Brooke
Eu não sou sua garota.
Ron
Se você não fosse minha garota, por que fez aquelas sacanagens comigo?
Ron
Hein, BB???
Ron
Sinto falta da sua boca.
Brooke
Pare, Ron.
Ron
Eu preciso de você.

Brooke sentiu suas bochechas ficarem vermelhas—embora ela não soubesse se era de raiva ou vergonha.

Não era apenas a absoluta arrogância dessas declarações.

Não era apenas a crença autoritária e misógina de que ela era “dele” e, portanto, tinha que responder às suas perguntas e avisá-lo onde ela estava o tempo todo.

Era o fato de que ele a chamou de BB.

O nome que ele deu a ela naquela noite horrível.

O nome que trouxe de volta o cheiro de cerveja barata—o som de risos ensurdecedores.

O nome que a levou de meramente pensar em deixar Bracketville, para absolutamente precisar disso.

***

JOSIAH

Josiah verificou a hora enquanto se dirigia ao escritório. Ele estava adiantado, mas preferia deixar as pessoas esperando—especialmente os advogados.

Ele decidiu fazer um desvio rápido para um lugar que visitou muito em seus sonhos.

O antigo carvalho favorito de Misty.

Quando eles passaram por ele na noite em que se conheceram, ela levantou a viseira do capacete e cuspiu nas raízes.

“Estou regando”, disse ela, o que fez Josiah rir tanto que ele derrapou até parar, deu meia-volta em sua motocicleta e a beijou pela primeira vez.

Agora, quando ele dobrou a esquina e viu o local, uma adaga afiada cortou seu coração.

Não. Não, não, não.

O gramado havia sido pavimentado em um estacionamento. A árvore havia sumido.

Ele queria passar os dedos pelas letras JA + MT que haviam gravado na madeira em seu aniversário de casamento. Agora ele nunca poderia.

Mas quem se importa? Ele se pegou pensando. Não o faria se sentir melhor de qualquer maneira.

Ele disparou para longe da cena em direção a Lawson & Son, permanecendo no curso, tentando evitar qualquer outro ponto de referência que o lembrasse de Misty.

Mas foi difícil. A história de amor deles estava tatuada por toda Bracketville.

Quando voltou à estrada principal, Josiah ergueu os olhos e viu cinco jovens mal-encarados parados na esquina, bebendo.

Todos mostraram o dedo para ele enquanto ele passava.

Bracketville… encantadora como sempre.

Josiah sentiu-se tentado a parar, a quebrar aqueles dedos irritantes, a ensinar-lhes uma lição sobre educação.

Mas não havia tempo e não valia a pena. Afinal, eles não estavam machucando ninguém.

Em vez disso, ele apertou as manoplas de sua Harley e acelerou o motor, focando seu olhar de volta na estrada.

Lawson & Son. Era por aqui em algum lugar.

Misty sempre tirava sarro do pôster cafona dos dois Lawson em pé, costas com costas, braços cruzados.

Ele precisava encontrá-lo para poder pegar o que quer que os Tuckers deixaram para ele e voltar para os Fury Riders.

Voltar para sua família.

Afastar-se da tristeza e do arrependimento que permeava esta carcaça de cidade enferrujada.

BROOKE

Brooke ainda estava olhando, sem piscar, para as mensagens de Ron.

Até mesmo a visão de seu nome a paralisou. Ela definitivamente não queria responder. Mas se ela não o fizesse, ele iria atrás dela.

Brooke foi arrancada de seu devaneio por um alto—

VROOM! VROOM!

O rugido de uma motocicleta rasgou o estacionamento da Lawson & Son.

Franzindo a testa, ela olhou ao redor em busca da origem do ruído e soltou um pequeno suspiro.

Lá, bem do lado de fora do escritório, sentado em cima de uma moto gigante, preta e cromada, estava um homem que ela nunca tinha visto antes.

E que glorioso exemplo de virilidade ele era!

Ele estava sem capacete; ele usava apenas óculos escuros de aviador. Seu cabelo comprido e escuro estava preso em um rabo de cavalo. E sua pele era lisa e bronzeada.

Brooke sentiu sua frequência cardíaca disparar e se inclinou para frente, sentindo todos os traços de tédio e medo de Ron sumirem em um instante.

Ele está vindo para cá!

Quando o estranho se aproximou da Lawson & Son, Brooke teve uma noção muito melhor de sua altura.

Ele era enorme—bem mais de um metro e oitenta—e positivamente coberto de músculos. Ele a lembrava de um lutador profissional que ela vira uma vez na TV.

Oh, qual era o nome dele?

Ela não teve tempo de se lembrar, até porque a porta se abriu e ele entrou.

***

JOSIAH

Josiah entrou no escritório, esperando ser saudado por algum advogado chato e desagradável. Mas ele parou em seu caminho quando viu a garota atrás da mesa.

Ela era, para ser franco, deslumbrante.

Ela tinha olhos castanhos, cabelos longos e loiros e uma pele aveludada como pêssego.

Josiah também notou sua blusa verde, mostrando seu busto volumoso.

Ele percorreu todos os cenários potenciais de coisas e pessoas que poderia encontrar em Bracketville.

Ficar cara a cara com uma intrigante beleza loira nem estava na lista—muito menos no topo.

Ela realmente foi um nocaute.

Antes que pudesse pronunciar a palavra “olá”, Josiah se viu olhando para os lábios dela, imaginando como seria beijá-la suavemente, e acariciar sua pele brilhante.

Esta garota deve ser o exemplo mais refinado de feminilidade que ele já viu.

Bem, não o mais refinado. Esse título ainda era de Misty.

Misty.

Quando esse pensamento entrou em sua mente, ele sentiu uma pontada de dúvida em seu coração.

Ele não tinha estado com ninguém em três anos. Não desde a morte de Misty.

Era atração genuína que ele estava sentindo agora? Ou era apenas solidão?

Ele contorceu o rosto em um sorriso educado, proferiu uma saudação incompreensível e então desviou os olhos da garota para a tela do computador.

***

BROOKE

O estranho estava bem aqui—na frente dela. E ele estava sorrindo!

Ela sentiu sua frequência cardíaca disparar. Ela sentiu suas bochechas corarem. Ela sentiu seus pensamentos a mil.

Pare com isso , ela disse a si mesma. Seja uma profissional e diga algo!

Mas mesmo fazendo isso, ela se esforçou para tirar os olhos de seus músculos peitorais gigantescos. Então, de repente, ela percebeu algo.

O estranho não estava olhando para ela. Ele estava olhando para a tela dela, passando os olhos pelo conto erótico que estava aberto na janela do navegador.

Era por isso que ele estava sorrindo.

Brooke sentiu seu coração parar de bater.

Merda!

 

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2

BROOKE

“Trabalhando muito, hein?” o estranho perguntou enquanto Brooke navegava rapidamente para o x vermelho e clicava para fora da tela.

Ela olhou para ele com um sorriso culpado.

“Oh—sim—É uma—uh—pesquisa para uma aula. Gêneros textuais. Estou na faculdade, mas estou apenas substituindo minha mãe. Este não é meu trabalho normal. Eu também trabalho meio período em uma loja de materiais—”

Cale a boca, Brooke. Ele não precisa da história de sua vida.

“Então, sim—hum—se quiser se sentar, o Sr. Lawson já vem atendê-lo, Sr.—”

“Anderson. Josiah Anderson. E você é?”

“Mitchell. Brooke Mitchell.”

Ele riu baixinho antes de se mover em direção ao canto da sala e se instalar no sofá de couro que rangia.

Ele deve pensar que eu sou uma idiota.

EU SOU uma idiota!

Brooke fixou os olhos na tela do computador e fingiu estar ocupada com o trabalho.

Mas ela ainda podia sentir o cheiro dele—mesmo a distância.

Seu perfume era uma mistura inebriante de pinho e couro.

Ela ansiava por estar ao lado dele, enterrar o nariz em seu peito, respirar fundo e profundamente aquele almíscar natural e másculo.

No meio da digitação de um e-mail completamente falso para ninguém em particular, Brooke ouviu a porta da frente se abrir novamente.

Seus olhos dispararam para encontrar um jovem de rosto vermelho em um terno barato e amarrotado.

Lucas Lawson Jr.

Ugh.

Alheio ao visitante no canto, Lucas foi direto para Brooke.

“Oi, gatinha,” foi sua saudação esta manhã… e todas asmanhãs que ela cobriu sua mãe na recepção.

“Bom dia, Lucas”, respondeu ela.

Ela odiava dignificá-lo com uma resposta, mas ele era um de seus chefes. Ela sentiu que não tinha escolha a não ser manter as coisas civilizadas.

“Quando você vai me acompanhar naquele encontro?” Lucas perguntou. “Posso conseguir uma reserva para nós no Il Tiato. Isso mesmo. O proprietário é um amigo próximo.”

“Não, obrigada”, ela respondeu com os dentes cerrados, pelo que parecia ser a milionésima vez.

“Pare com isso. Vamos nos divertir. Você não usa uma camisa assim para ir ao escritório, a menos que queira chamar minha atenção.”

“Lucas, por favor—”

A respiração de Brooke começou a se contrair. Ela não conseguia um descanso com os homens desta cidade.

Eles estavam sempre se aproveitando de sua bondade—sempre fazendo suposições falsas sobre ela.

“Por favor, deixe-me voltar ao trabalho”, ela implorou, voltando-se novamente para o computador.

“Não me rejeite. Quando vejo algo que quero, eu—”

Eu sempre encontro uma maneira de conseguir.

Ela já tinha ouvido esse discurso antes, mas algo o impediu de terminar sua diatribe desta vez.

Quando Brooke olhou para ele, viu uma mão grande e forte apoiada no ombro de Lucas Lawson.

***

JOSIAH

Ele não aguentava mais um minuto assistindo aquele safado flertar com Brooke.

Flertar? Mais como assediá-la do outro lado da mesa.

Josiah sentiu uma necessidade repentina e animalesca de protegê-la. Seu pavio perpetuamente curto estava prestes a explodir.

Antes que pudesse se conter, ele estava de pé novamente, segurando o ombro do canalha.

“Sabe de uma coisa,” ele disse, sua voz lenta e firme. “Fui ensinado a respeitar uma mulher quando ela diz 'não'.”

“É mesmo?” Lucas perguntou. Ele nem se preocupou em olhar para Josiah, e seu tom transmitia total desinteresse.

“Ah, sim”, disse Josiah.

“Bem,” Lucas riu, finalmente se virando, “Eu fui ensinado a cuidar da minha própria vi—”

Ele parou assim que viu o gigante atrás dele. Em um instante, seu rosto ficou pálido, e seus lábios, uma vez curvados com um sorriso debochado, começaram a tremer.

“Eu—Eu—”

Josiah queria dar uma surra nele. Para liberar um pouco da raiva que sempre estava fervendo sob a superfície desde que Misty havia morrido.

Não! Respire. Fique calmo.

Em vez de descontar em Lucas, ele apenas apertou seu ombro levemente e se divertiu ao observar o medo aumentar em seus olhos.

“Por que você não vai trabalhar e para de incomodá-la? O que acha?”

“Não me diga o que fazer. Este é meu escritório,” Lucas bufou sob o peso do braço de Josiah.

Nesse momento, uma porta atrás da mesa de Brooke se abriu e o Sr. Lawson mais velho apareceu. Ele ficou boquiaberto com a cena à sua frente.

“Na verdade,” o homem robusto e experiente corrigiu, “este é meu escritório. O que está acontecendo aqui?”

“Pai, chame a polícia. Este canalha está me agredindo.”

“Sr. Lawson, este é Josiah Anderson,” Brooke interrompeu.

Uau.

Josiah queria que ela repetisse o nome dele. O som saindo de sua boca desfez toda a tensão em seu corpo.

Ele se afastou de Lucas e estendeu a mão em direção ao Sr. Lawson, que a apertou.

“Prazer em conhecê-lo, Josiah. Obrigado por ter vindo.”

“Pai!?” Lucas reclamou. “O que você está fazendo??”

“Filho. Já é meio-dia. Você está três horas atrasado. Pare de incomodar o Sr. Anderson e faça o seu trabalho.”

Lucas se afastou e o Sr. Lawson pigarreou.

“Desculpe por tudo isso. Encontre o arquivo Anderson/Tucker para mim, Brooke. Sr. Anderson, venha comigo, por favor.”

Enquanto Josiah seguia o Sr. Lawson em direção ao seu escritório, ele sorriu para Brooke uma última vez, desejando que ele estivesse indo para uma sala privada com ela emvez disso.

Não é errado eu me sentir assim, certo? Josiah pensou enquanto seguia Lawson para o escritório. Afinal, já se passaram três anos. Eu posso me sentir atraído por outras mulheres.

Ele assentiu para si mesmo.

Especialmente mulheres bonitas assim.

Ele imaginou essa mulher deixando que ele a jogasse sobre sua mesa, pressionando seus lábios contra os dela e rasgando sua blusa para revelar seu peito nu para ele.

Ele sentiu suas calças ficarem mais apertadas enquanto fantasiava sobre deixar um rastro de beijos no pescoço dela, cada um provocando um gemido suave de prazer.

Não! Pare! Eu não posso me sentir assim. Não depois de Misty.

Mas havia algo sobre essa garota Brooke—alguma faísca que o fez se sentir diferente.

Nos três anos desde a morte de Misty, nenhuma mulher teve uma reação tão forte dele quanto esta garota, Brooke.

Ou seja, nenhuma mulher o tinha excitado tanto que ele as tivesse imaginado cavalgando nele enquanto ele montava sua Harley.

Na verdade, nenhuma mulher obteve qualquer reação real dele.

Ele não conseguia descrever o que era aquela coisa, mas era familiar.

Ele tinha visto isso em Misty na primeira vez que se conheceram.

E ele não tinha visto isso desde a morte dela.

Se ele estava sendo realmente honesto consigo mesmo, era algo que ele nunca pensou que veria novamente.

“Sente-se”, disse Lawson, tirando Josiah de seu transe.

As quatro pernas de madeira rangeram sob o peso de Josiah.

No entanto, ele não se importou com os protestos da cadeira. Ele estava muito concentrado em contemplar sua atração por Brooke.

Assim que ele e Lawson se sentaram, Brooke entrou com um arquivo nas mãos e o colocou sobre a mesa.

Quando ela se curvou, Josiah não pôde deixar de olhar para a curva suave de seu traseiro.

Percebendo seu olhar, Brooke olhou de volta para Josiah e lançou um sorriso rápido antes de sair da sala e fechar a porta atrás de si.

“Sinto muito pela minha explosão,” Lawson começou, “mas foram duas semanas difíceis aqui. Seus sogros, a morte deles teve um grande impacto em mim.”

“Você os conhecia?” Perguntou Josiah.

Lawson assentiu.

“Leon e eu estudamos juntos. Jogamos na mesma equipe de lacrosse. Nos tornamos amigos desde então”, disse Lawson.

“Fui uma das primeiras pessoas a quem ele contou depois de receber o diagnóstico”, continuou ele, “e fui um dos primeiros a descobrir que estava tudo acabado. Mas eu nunca imaginei que ela fosse partir tão cedo também.”

Josiah balançou a cabeça.

“Eu não sei o que dizer. Eu sinto muito. Eu tinha muito respeito pelo Sr. e pela Sra. Tucker.”

Lawson sorriu. “Acredite em mim, Sr. Anderson, eles sabiam disso. E eles também tinham o maior respeito por você. O que me leva ao motivo de ter chamado você aqui…”

Ele abriu o arquivo que Brooke trouxe para ele.

“Quando Misty faleceu, Leon ajustou seu testamento para que tudo o que ela herdasse fosse passado para você.”

O quê?

Josiah demorou um pouco para responder porque foi pego de surpresa pela palavra “tudo”. Era um conceito quase grande demais para ele entender.

Devo ter ouvido errado.

“Para mim?” ele finalmente perguntou, franzindo a testa em confusão.

“Isso mesmo.” Lawson assentiu.

Josiah balançou a cabeça em descrença. Isso tinha que ser uma piada. Não havia como os Tuckers deixarem “tudo” para ele.

“Mas por quê? Não entendo.”

“Eles amavam Misty mais do que tudo. Misty te amava mais do que tudo.” Lawson encolheu os ombros.

“E quanto a Andrew? Ele é filho deles. Eu sou apenas—”

Ainda sou considerado genro agora que Misty está morta?

“Andrew…” Lawson disse melancolicamente. “Digamos que ele não se dava muito bem com os pais. Leon não queria deixar para seu filho mais do que o necessário.”

Josiah mal reprimiu uma risada.

“Você está falando sério?”

“Claro!” Lawson assentiu. “Eu não deveria estar dizendo isso, mas Andrew tem tido problemas com apostas há muitos anos.”

“Ele está endividado com mais de seis dígitos—mas isso fica entre você e eu”, disse Lawson, se controlando. “Leon me disse isso em segredo.”

“Oh.”

“É por isso que Leon decidiu deixar isso para você.”

Ele deslizou o arquivo para Josiah, e Josiah franziu a testa ao folheá-lo.

Ele olhou para Lawson, os olhos arregalados de descrença.

“Você quer dizer que—?”

“Leon sempre achou que você tinha uma boa cabeça sobre os ombros. Então ele decidiu deixar para você seus dois comércios, o Restaurante Rose's e a Loja de Motocicletas Tucker.”

Josiah recostou-se, absorvendo a informação. Ele não conseguia acreditar no que estava ouvindo.

Dois comércios? Agora tenho dois comércios para administrar em Bracketville? Como? Eu mal consigo manter o clube unido como está.

Josiah não conseguia nem começar a organizar seus pensamentos em espiral.

“Uau. Eu… eu não sei o que dizer.”

“Você está insatisfeito com este acordo?” Lawson perguntou, inclinando a cabeça para um lado.

“Não, não”, disse Josiah rapidamente, embora, internamente, quisesse gritar sim. “Estou honestamente impressionado que o Sr. Tucker confiou em mim o suficiente para deixar isso comigo. Mas, bem, eu não planejava ficar.”

“Quer dizer, tenho minha própria organização para administrar”, continuou Josiah. “E prefiro não ficar longe por muito tempo.”

“Oh.”

Lawson considerou as palavras de Josiah antes de continuar.

“Bem, antes de tomar uma decisão, por que não visitar os comércios? Só para ver como são.”

Inspecioná-los? Hmm. Quanto tempo isso levaria? Não muito, espero. Afinal, esta é uma cidade pequena.

Josiah assentiu. “Tudo bem. Acho que posso fazer isso.”

O rosto de Lawson se abriu em um sorriso enorme.

“Maravilha.”

Ele se levantou, assim como Josiah.

“Acho que você ficará muito impressionado com os dois”, disse Lawson, abrindo a porta. “Rose's é o melhor lugar para comer da cidade. Embora eu não possa dizer que gosto do gerente—”

O Sr. Lawson continuou falando, mas Josiah parou de prestar atenção no segundo em que pisou na recepção.

A audácia.

Josiah foi até Lucas, que havia retornado, mais uma vez, para a mesa de Brooke.

“Você é realmente tão estúpido que precisa aprender uma lição duas vezes? Porque eu posso te ensinar de novo. De forma mais clara desta vez.”

“Oh, estou com tanto medo”, Lucas tentou, e não conseguiu, dizer sarcasticamente.

“Lucas, por favor, não envergonhe a empresa na frente de nosso novo cliente”, disse Lawson. “Agora estaremos representando o Sr. Anderson.”

Josiah sorriu quando teve uma ideia. “Na verdade, você vai cuidar pessoalmente do meu caso, então vou saber se você está fazendo seu trabalho ou se precisa de outro lembrete.”

Ele cerrou os punhos para deixar Lucas saber exatamente que tipo de “lembrete” ele deveria estar esperando.

“E quanto a você”, disse Josiah, virando-se para Brooke, “gostaria de sair para jantar comigo mais tarde? Acontece que eu tenho um restaurante agora.”

Os olhos de Brooke se arregalaram de descrença. Ela corou e olhou para baixo.

De repente, Josiah ficou em dúvida. Ele estava fazendo a mesma coisa que Lucas tinha feito momentos antes?

Ele era apenas mais um cara incomodando Brooke enquanto ela tentava trabalhar? Olhando para seu rosto e corpo perfeitos?

Seu estômago apertou enquanto esperava por sua resposta, desejando nunca ter tido a coragem de perguntar a ela em primeiro lugar.

 

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Paxton é filha do xerife local. Connor é o líder do Clube de Moto dos Cavaleiros Vermelhos. Suas vidas colidem depois que Paxton volta para casa, para a pequena cidade em que ela cresceu. As faíscas voarão ou o romance deles levará a cidade inteira a uma ruína?

O Mistério de Jack

A enfermeira Riley foi atribuída a um dos pacientes os mais notórios da ala psiquiátrica – Jackson Wolfe. E ele simplesmente é fatalmente sexy, o que é irônico, considerando que todos ao seu redor parecem estar morrendo. Enquanto Jackson atrai Riley com seu charme, será que ela consegue descobrir quem é o assassino… ou é o mesmo homem por quem ela está se apaixonando?

Keily – Gordinha e Fabulosa

Keily sempre foi corpulenta e, embora tivesse suas inseguranças, nunca deixou que isso a atrapalhasse. Isto é, até ela se mudar para uma nova escola onde conheceu o maior idiota de todos os tempos: James Haynes. Ele nunca perdia a chance de zombar de seu peso ou apontar o que chama de defeitos. Mas o fato é que… as pessoas que dizem as coisas mais maldosas geralmente escondem seus próprios problemas, e James está escondendo um segredo ENORME. E é um segredo sobre Keily.

Classificação etária: 18+ (Aviso de conteúdo: assédio sexual, agressão)

Autor Original: Manjari

Prometida ao Rei Lobisomem

~ Foi assim que o mundo acabou. ~

~ O rei dos lobos, o monstro mítico, o homem majestoso que eu aprendi a amar e desejar com todas as minhas forças estava lá.. sangrando ao lado de seu trono. Morrendo. ~

~ Ao lado dele estava um demônio sorridente… o Lorde Demônio. Ele apontou para mim com um dedo longo, preto e fino. ~

~ “Você é minha agora”,

De Repente

Hazel Porter se sentia perfeitamente feliz com seu trabalho em uma livraria e seu apartamento aconchegante. Mas quando um encontro assustador a joga nos braços de Seth King, ela percebe que há mais na vida – muito mais! Ela é rapidamente lançada em um mundo de seres sobrenaturais que ela não sabia que existia, com Seth bem no centro: um Alfa feroz, forte e lindo, que não quer nada além de amá-la e protegê-la. Mas Hazel é humana. Será que isso pode realmente dar certo?