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Os Guerreiros de Torian

A terra está sob o ataque de uma raça de alienígenas monstruosos que têm um único objetivo: A total destruição da humanidade. Lilly e sua irmã mais nova acabam no meio da confusão e estão condenadas à morte certa… Até que o encantador guerreiro Rei Bor chega de outro planeta e as salva. Sua missão é proteger todos os humanos, mas agora ele só tem olhos para Lilly. Será que o dever vai falar mais alto, ou ele vai sacrificar tudo por ela?

Classficação etária: 18+

 

Os Guerreiros de Torian por Natalie Le Roux está agora disponível para leitura no aplicativo Galatea! Leia os dois primeiros capítulos abaixo, ou faça o download do Galatea para obter a experiência completa.

 


 

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1

Resumo

A terra está sob o ataque de uma raça de alienígenas monstruosos que têm um único objetivo: A total destruição da humanidade. Lilly e sua irmã mais nova acabam no meio da confusão e estão condenadas à morte certa… Até que o encantador guerreiro Rei Bor chega de outro planeta e as salva. Sua missão é proteger todos os humanos, mas agora ele só tem olhos para Lilly. Será que o dever vai falar mais alto, ou ele vai sacrificar tudo por ela?

Classificação etária: 18+

Livro Um: O Rei de Lilly

Alarmes estridentes soavam através do maior observatório galáctico do universo.

O Olho já havia observado centenas de civilizações primitivas em toda a vasta extensão, estudando o progresso, a evolução e a queda de centenas de espécies ao longo de centenas de milhares de anos.

Neste momento, os alarmes estavam avisando sobre um ataque a um dos mundos primitivos, vigiado pelas maiores mentes que o universo tinha a oferecer.

“O que é?” Kurmar perguntou, acima de seu semicírculo de telas holográficas flutuantes.

“Planeta seis-um-seis-zero-nove, Comandante Kurmar,” uma das mulheres de quatro olhos disse à frente, seus longos dedos roçando freneticamente os controles.

“Será que eles finalmente se destruíram?” Sua voz saiu muito mais dura do que ele queria, mas a raiva e o medo de um de seus mundos favoritos começar uma guerra consigo mesmo, mais uma vez, eram muito grandes.

Kurmar havia observado as estranhas espécies por anos, apreciando a profundidade da emoção que demonstravam, ao mesmo tempo em que ficava enojado e temeroso das coisas mais sombrias de que eram capazes.

“Não, comandante,” Zunta chamou, seus quatro olhos examinando todas as telas ao seu redor. “Eles estão sob ataque.”

O medo tomou conta de Kurmar ao pensar nas centenas de vidas às quais ele tinha se apegado muito mais do que deveria. Isso era uma das piores coisas que um observador poderia fazer.

Apegar-se a certos habitantes de uma raça que eles observavam e gravavam sempre terminava da mesma forma. Ele dispensou muitos vigilantes ao longo de seus trezentos anos como comandante exatamente por esse motivo.

Mas seu fascínio pela raça que ele passou horas observando tarde da noite o colocou de pé.

“Por quem?” ele rosnou, fazendo com que muitas cabeças se virassem em sua direção.

Quando Zunta não respondeu, ele marchou até a plataforma dela, agarrando-se à parte de trás do assento dela com força, os nós dos dedos brancos. “Por quem?” ele exigiu novamente.

Ela olhou para ele com pena em seus grandes olhos negros como a noite. Zunta era a única dos milhares de observadores que conhecia seu segredo.

Para sua surpresa, ela o guardou por mais de duzentos anos, nunca questionando por que ele queria que a transmissão do mundo primitivo fosse enviada para seu observatório particular.

“São os spinners, comandante.”

Uma lança fria de pavor perfurou seu peito com o nome. O medo se apoderou dele por um momento enquanto os rostos de milhares de seres inocentes lampejavam em sua mente.

Spinners eram os seres mais mortais do universo. Eles matam sem motivo, destruindo todos os seres com os quais entraram em contato.

Devorando a carne de qualquer coisa viva, eles arrebatavam o planeta até que toda a vida estivesse morta, então seguiam para o próximo mundo.

Quando uma mão macia pousou em seu punho cerrado, ele foi retirado das memórias vívidas da última vez que viram os spinners destruírem um mundo.

“Não podemos deixá-los fazer isso de novo, comandante” sussurrou Zunta, seus olhos negros intermináveis ​​implorando para que ele fizesse a coisa certa.

“Nós somos observadores, Zunta,” ele rosnou. “Devemos vigiar e não interferir”.

Ela se levantou tão rápido que Kurmar teve que dar um passo para trás para olhar para seus olhos raivosos elevando-se sobre ele por pelo menos meio metro.

“De que adianta vigiar se não podemos ajudá-los?” Sua voz estridente gritou através do enorme observatório, atraindo olhares para eles.

“Acalme-se, Zunta,” Kurmar ordenou, não querendo irritar essa Orsinita.

Quando zangados, os Orsinitas podiam ser mortais com o tom alto e agudo de sua voz. Se ela quisesse, Zunta poderia matar todos os observadores na sala em segundos.

Ela olhou para ele. “Devemos fazer algo, comandante. Não vou sentar e assistir enquanto outra raça é aniquilada por outra que não deveria existir em primeiro lugar.”

Ela tinha razão. As bestas monstruosas acabavam rapidamente com os mundos que atacavam.

Todos os esforços para encontrar e matar o líder da colmeia falharam, deixando todos os planetas sob o olhar vigilante do Olho em risco.

Kurmar sabia que havia apenas uma coisa que ele poderia fazer. Como comandante do observatório, ele tinha muito poder e influência entre os líderes do Decágono.

Um conselho de dez espécies que governavam milhares de planetas e bilhões de seres.

Ele soltou um longo suspiro, retirando seus olhos de Zunta. “Você está certa, minha velha amiga. Não podemos permitir que isso continue.”

Zunta relaxou, sua pele pálida assumindo a cor mais rosada que ele sabia que ela tinha. Ela se sentou em sua cadeira e respirou fundo.

“O que você vai fazer?”

Ele encontrou os olhos dela novamente e não deixou de perceber o medo neles. Ele não era o único que gostava dessa raça.

“Eu ainda não sei. Vou falar com o Decágono.”

Seus olhos brilharam de raiva novamente, mas mesmo Zunta sabia que, como observadores, eles não podiam fazer nada para ajudar.

Somente se o Decágono concordasse em mandar ajuda, algo seria feito para ajudar a raça pequena e frágil que eles observaram por tanto tempo.

“Envie-me tudo o que você tiver sobre os spinners. Vou viajar para o Decágono agora.”

Ela assentiu com a cabeça, e antes que pudesse voltar para suas telas, Kurmar desapareceu de sua forma corporal, assumindo seu verdadeiro estado, e vagou pelo espaço em um piscar de olhos.

Ele se solidificou nas câmaras dos membros do conselho, claramente pegando todos de surpresa.

“Comandante Kurmar, o que você está fazendo aqui?”

Quando o resto de sua forma se solidificou, ele escutou um alarme suave vindo de sua comunicação interna, alertando a ele que Zunta havia enviado a ele as informações de que ele precisava.

“Membros do conselho”, ele começou, sem perder tempo com amabilidades. “Há uma situação que precisa de atenção imediata.”

O membro do conselho Ark'Mirakam virou para ele, sua longa língua indo em direção a Kurmar. “Que situação?”

Kurmar se virou para o serpiname. “Um ataque de spinners.”

“Onde?” outro membro do conselho perguntou, levantando-se.

“Um planeta distante no universo. É um dos muitos que observamos no Olho.”

“É um planeta sob o Decágono?”

Kurmar respirou fundo, expirando lentamente para acalmar os nervos.

“Não. É primitivo.”

Ele já viu a resposta que estava na ponta de cada um de seus lábios.

Antes que eles pudessem responder, Kurmar disse: “Nunca pedi ajuda ao conselho antes. Fiz favores a muitos de vocês, tanto em funções oficiais como privadas.”

“Não vou esconder o desejo que tenho de ajudar esta raça, mas vou cobrar de cada um de vocês o favor que me devem.”

Ele prendeu cada membro do conselho com um olhar firme, deixando seu ponto claro. Ele falaria se eles não fizessem algo.

“O que você quer que façamos?” Ark'Mirakam perguntou, recostando-se na cadeira.

“Envie os Torians.”

Essas três palavras faladas deixaram todos os membros do conselho sentados em choque, cada um de seus olhos se arregalando.

Ark'Mirakam se recuperou primeiro. “Comandante Kurmar, você sabe o que está pedindo?”

“Sim!” Kurmar rosnou, dando um passo mais perto. “Nada menos que eles servirá.”

“Eu não quero apenas os spinners mortos, membros do conselho, mas quero esta raça salva. Eles estão prestes a cumprir os requisitos para ingressar no Decágono.”

Ele odiava mentir para o conselho, mas estava disposto a fazer qualquer coisa para salvar a raça que havia se infiltrado em seu coração.

“Os Torians não são uma força para brincar, comandante. Assim que a ordem for dada, não haverá como impedir os guerreiros de terminar sua tarefa … a todo custo.”

“Eles não são conhecidos como a força mais brutal, mortal e eficiente da galáxia sem motivo. Tem certeza de que deseja enviar uma força tão poderosa a este mundo primitivo?”

Kurmar não hesitou. “Sim. Envie-os agora, membros do conselho. Nenhum atraso será tolerado.”

Olhos se estreitaram para ele pela demanda, mas ele sabia que cada um deles tinha segredos que não queriam que fossem revelados. Segredos que ele conhecia e ajudou a arranjar para eles.

Com um suspiro pesado, Ark'Mirakam inclinou-se para frente, cruzando os braços na mesa de madeira grossa à sua frente.

“Comandante Kurmar, você está disposto a usar a vantagem que tem sobre nós para isso? Assim que enviarmos os Torians a este mundo, você nunca mais poderá exigir nada de nós.”

“Eu sei. Todos os favores anteriores serão anulados assim que esta raça for salva. Salva , membros do conselho. Nada menos que isso.”

Ele esperou, observando cada um deles trocar um olhar.

Finalmente, todos olharam para ele e ele reprimiu o sorriso.

“Muito bem, Comandante. Seu pedido será atendido. Os Torians serão enviados a este mundo primitivo para salvar os habitantes.”

“Dê a ordem agora, conselho. Não há tempo para perder.”

Ele viu uma tela aparecer na frente de um dos outros membros do conselho.

Ele mentalmente enviou todas as informações que os Torians precisariam para esta missão e esperava que não tivesse cometido um erro fatal.

Os guerreiros Torians eram a força mais temida e violenta entre os milhares de planetas sob o Decágono. Impiedosos, mortais e com habilidades que abalavam até os guerreiros mais experientes.

A força guerreira Torian era o último recurso, convocada para as tarefas mais violentas e perigosas necessárias do Decágono.

Um alarme suave na tela chamou sua atenção e Kurmar se encolheu com a voz áspera que escutou.

“Aqui é Bor.” A voz fria e profunda chamou.

“Lorde Bor,” uma das mulheres membros do conselho disse, sua voz contendo o tremor que acompanhava seu medo. “Aqui é Lucila do Conselho Decágono.”

Nenhuma resposta veio, mas a conexão ainda estava lá. Lucila engoliu em seco. “Por ordem do Decágono, seus serviços são necessários em uma missão ultrassecreta da mais alta importância e urgência.”

“Meu … ou os Torians?”

“Os Torians,” Kurmar rosnou, não querendo perder mais tempo com a enrolação inútil.

Uma risada foi ouvida através da linha, enviando uma onda de desconforto por Kurmar. Não continha nenhum tom de humor ou alegria, ao invés disso, o tom mortal de alguém ansioso por uma luta.

“Qual é a missão, membros do conselho?”

Lucila fez sinal para que Kurmar falasse.

“Spinners atacaram um mundo primitivo. Você deve ir a este mundo, matar todos os spinners e salvar os habitantes do planeta.”

“Quem é você?”

“Eu sou o Comandante Kurmar, o chefe dos vigilantes do Olho.”

“E você acha que pode nos dar comandos.”

“O Decágono deu a você um comando, Bor! Suas ordens são claras, Rei Guerreiro. Vá para este planeta, mate os spinners e salve tantos habitantes quanto você e seus guerreiros puderem.”

“E se não o fizermos?”

Kurmar cerrou os dentes, olhando para os membros do conselho.

Ark'Mirakam sentou-se à frente. “Todo o financiamento para sua divisão vem deste conselho, Lorde Bor. Conforme combinado, financiamos sua divisão com o entendimento de que, quando necessário, você e seus guerreiros ajudarão o Decágono.”

Depois de um momento de silêncio, Bor falou novamente. “Que mundo salvaremos hoje?”

Kurmar percebeu o sarcasmo na voz do homem. Por um momento, isso o lembrou da raça que ele havia observado por tanto tempo.

“Todas as informações necessárias foram enviadas para você, Lorde Bor. Reúna seus guerreiros. A Terra aguarda sua chegada.”

 

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2

Uma risada profunda encheu o espaço quando a conexão com o Conselho de Decágono terminou.

Bor ergueu os olhos da tela, encontrando os profundos olhos castanhos escuros de seu segundo em comando.

“Você está se divertindo, Korom?” Bor perguntou, sentindo a tensão sair de seus ombros.

Korom balançou a cabeça. “Engraçado, você não acha? Apenas alguns momentos atrás, você estava dizendo que todos nós precisávamos de uma boa luta para aliviar um pouco a tensão que crescia nos guerreiros. Agora, recebemos essa chamada.”

Bor riu de seu segundo em comando e amigo de longa data. Se alguém sabia como ver o humor em uma situação em que muitos dos guerreiros sem dúvida morreriam, esse alguém era Korom.

Balançando a cabeça para o homem esparramado na cadeira em frente à sua mesa, Bor se levantou e foi até a estante de bebidas atrás dele.

“Colete as informações sobre o planeta chamado Terra. O conselho pediu que salvemos os habitantes deste mundo. Eu quero saber com o que estamos lidando.”

Korom não hesitou em obedecer ao pedido. Isso era uma coisa que Bor apreciava em seu subordinado. Ele podia fazer Bor rir, mas ainda era um dos guerreiros mais mortíferos de todo o seu exército.

Até Bor tinha que apreciar a tenacidade do homem para matar. Ele não era apenas hábil na arte de tirar uma vida. Korom era um mestre nisso. Nenhum outro poderia tirar uma vida como Korom fazia.

Mas por mais que o homem irradiasse perigo mortal, ele também era um dos homens mais leais e honrados que Bor já conheceu.

Bor entregou uma bebida ao amigo enquanto ele se sentava novamente em sua mesa. Já fazia um tempo desde que o Conselho do Decágono pediu ajuda aos guerreiros Torian.

Mas, como a mulher assustada do conselho havia mencionado, todo o financiamento que os guerreiros Torian conseguiam para manter não apenas seu mundo natal seguro, mas todos os planetas sob o governo do Decágono viam dekes, seria muito imprudente não fazer o que eles pediram.

“Parece que esta Terra é habitada por uma pequena raça de seres masculinos e femininos. Eles não são muito diferentes de nós, irmão,” afirmou Korom, levando a bebida aos lábios.

Bor tomou um gole do líquido âmbar escuro, observando a informação passar pelas telas.

Humanos. É assim que essa raça se autodenominava. Pequenos, frágeis e fracos. Ele rosnou baixo, seu aborrecimento em ajudar outra raça fraca aflorando.

“Eles não estão sob a proteção do Conselho do Decágono. Por que o conselho se envolveria com um planeta tão primitivo?” Korom perguntou, olhando Bor com uma sobrancelha levantada.

“Não foi o conselho que pediu a nossa ajuda. É o observador, comandante Kurmar.”

“Observadores? Eles são apenas rumores … certo?”

Bor balançou a cabeça. Eles tiveram essa conversa muitas vezes no passado. As histórias dos observadores e do observatório chamado Olho se espalharam pelo universo por centenas de anos.

Mas ouvir o homem na comunicação falar as palavras trouxe verdade às histórias que incomodavam Bor mais do que deveria.

“Não mais. O comandante Kurmar é o observador-chefe. A única vez em que ouvi esse título sendo usado foi quando falaram sobre o Olho.”

Um rosnado profundo e perigoso veio de Korom, fazendo Bor se levantar para olhar para seu amigo.

A névoa pesada e escura vibrando ao redor de seu corpo maciço demonstrava a raiva mal controlada que o homem sentia por aqueles que assistiam ao sofrimento e à morte e não faziam nada a respeito.

“Está mudando, meu amigo,” Bor disse em uma voz suave. “Os observadores estão se envolvendo com este mundo. Talvez seja um sinal do que está por vir.”

“Não entendo a necessidade de zelar pelos mundos subdesenvolvidos. Para que? Conhecimento? O quanto aqueles kisak podem aprender simplesmente observando uma raça de tão longe?”

Bor sabia de onde vinha a raiva do homem. Seu planeta também sofreu a força implacável dos spinners muitos anos atrás.

Apenas os observadores e o Conselho do Decágono não os achavam prontos para se juntar aos outros planetas por muitos anos mais. Era apenas pelo destino que seu amigo se sentava diante dele agora.

Abandonado em um navio de carga para morrer sozinho no escuro, Korom foi salvo pelo pai de Bor em uma missão para encontrar os piratas que atacaram e saquearam a nave, matando qualquer um que estivesse a bordo.

A mãe de Korom havia escondido o bebê nas grades do chão, salvando sua vida.

Só depois que a embarcação entrou no território do Decágono é que os Torians foram enviados para investigar.

“Questionar as razões do Olho e o comportamento desonroso dos observadores não é do interesse de nosso povo, meu amigo.”

“Nosso mundo está finalmente prosperando mais uma vez. Se nos permitirmos viver no passado, ele nunca nos libertará de seu domínio irritante.”

“Eu lhe dei minha palavra há muitos anos, Korom, e ainda a mantenho. Encontraremos aqueles que mataram sua família e você terá sua vingança. Por enquanto, temos uma nova missão.”

***

Lilly ficou o mais imóvel possível embaixo da enorme caminhonete estacionada na lateral do campo. Ela tentou manter a respiração o mais silenciosa possível, não querendo fazer o menor som.

Um pequeno grupo de alienígenas feios que atacaram a Terra três semanas atrás estava se movendo em sua direção. O cruzamento entre um lagarto e uma aranha era algo saído de um pesadelo.

Mas, como Lilly aprendeu nas últimas semanas, eles tinham uma pequena desvantagem. Eles eram completamente cegos. Contanto que ela não fizesse nenhum som, eles deveriam passar direto por ela.

Pelo menos, ela esperava que sim. Se ela tinha alguma esperança de voltar para suas irmãs, ela precisava escapar deste campo e voltar para a pequena cidade de Sikes, Louisiana.

O campo fora apenas um pit stop para elas, tendo viajado de Monroe ao longo das semanas.

Sua respiração ficou presa em seu peito quando o som de raspagem das garras se aproximou.

Inclinando a cabeça para o lado, Lilly prendeu a respiração enquanto observava o enxame passar por ela, indo na direção de onde ela tinha acabado de vir.

Ela não tinha ideia do porquê havia tantos deles aqui. Pelo que ela viu dos monstros alienígenas, eles gostavam de comer qualquer coisa que se movesse ou tivesse pulso.

Não havia muito disso nas ilhas da Louisiana, então o grande número de criaturas a confundiu.

Centenas de pernas rasgaram o asfalto enquanto eles passavam pelo caminhão, fazendo a pesada peça do maquinário tremer e gemer com a força de seus corpos quase impenetráveis ​​batendo nela ao passarem.

Lilly fechou os olhos, respirando lenta e silenciosamente, e pensou nas irmãs esperando na velha casa de fazenda que haviam encontrado na noite anterior.

Seu coração se apertou com a memória de como Violet estava doente.

Sua tosse alta e sibilante quase as matou alguns dias atrás, mas graças ao raciocínio rápido de Tulip, elas conseguiram sair do pequeno posto de gasolina com vida.

A única das quatro irmãs que não estava indo muito bem com todas essas coisas de fim do mundo era Rose.

Não que alguma delas estivesse se divertindo, mas a jovem mimada estava acostumada a um estilo de vida mais luxuoso.

Lilly sorriu ao se lembrar de sua irmã tendo que se aliviar nos arbustos pela primeira vez.

A sequência de xingamentos criativos que saiu de seus lábios perfeitamente pintados de vermelho era o suficiente para deixar qualquer marinheiro orgulhoso.

Depois que a horda passou, Lilly ficou deitada por mais alguns instantes, a mochila que usara para pegar o remédio presa com força na mão.

Sua mente lutou para pensar em todos os medicamentos que encontrara numa pequena farmácia na periferia da cidade.

Como estudante de medicina, ela deveria saber o que era tudo isso, mas seu campo não envolvia produtos farmacêuticos. Ela era uma estagiária cirúrgica com apenas um ano de residência restante.

Então o planeta virou uma merda, e ela e suas irmãs começaram a fugir.

Uma coisa pela qual ela seria eternamente grata era ter ido para casa para visitar seu pai no seu septuagésimo aniversário.

Todas as meninas foram para casa passar o fim de semana com o pai. Foi quando a primeira bola de terror negro caiu do céu.

A única coisa pela qual ela seria eternamente grata era ter ido para casa para visitar seu pai no seu septuagésimo aniversário.

Todas as meninas foram para casa passar o fim de semana com o pai. Foi quando a primeira bola de terror negro caiu do céu.

Ninguém poderia esperar que os meteoros explodissem nas horríveis criaturas que agora devoravam tudo em seu caminho.

Com um último olhar ao redor, Lilly se moveu o mais silenciosamente que pôde pelo chão duro e úmido.

Ela saiu de debaixo do caminhão, examinando a área em busca do menor dos movimentos, antes de se levantar.

À distância, ela podia ver o enxame escuro de criaturas correndo de volta para a cidade de onde ela acabara de retirar de todos os suprimentos que pudesse encontrar.

Se sentindo desafiadora, Lilly ergueu o dedo médio na direção da massa que partia, segurando-o por alguns segundos no ar, depois baixou a mão para o lado do corpo.

Com um longo suspiro para acalmar os nervos, Lilly se virou e se moveu rapidamente em direção à casa da fazenda a apenas um quilômetro de distância.

Ela precisava chegar até Violet e as outras. Sua irmãzinha precisava desesperadamente da medicação, e nenhuma delas comia há mais de dois dias.

Com todas as mortes acontecendo ao redor delas, Lilly esperava encontrar comida em abundância em cada casa.

Mas, como o destino ou alguma outra força doentia queria, as criaturas ou comeram qualquer coisa que não estivesse em uma lata ou simplesmente cobriram tudo com o lodo nojento que escorria de suas bocas.

Enquanto ela corria para a casa, os olhos examinando os campos abertos ao seu redor, Lilly não pôde evitar o sorriso que se espalhou em seu rosto. Ela havia conseguido.

Ela empurrou a porta, sem dizer uma palavra, enquanto se movia para a sala dos fundos. Rose a encontrou na porta do que antes era uma adorável sala de estar no campo.

“Você encontrou algo?” Rose sussurrou, seus olhos esperançosos.

Lilly assentiu com um largo sorriso, tirando a mochila das costas.

Tulip veio até ela, dando-lhe um abraço apertado, e Lilly percebeu o brilho de lágrimas nos olhos da irmã mais nova.

“Por que demorou tanto?” Tulip perguntou em voz baixa, seu corpo pequeno e magro como um palito tremendo.

“Tive que esperar que uma horda dessas coisas passasse. Não sei o que os deixou irritados, mas eles estavam com muita pressa para chegar a algum lugar.”

Os olhos de Rose se estreitaram e Lilly já podia ver as palavras se formando em sua irmã olhando em seus olhos. Ela a parou antes que ela pudesse falar.

“Eu não tive escolha, Rose. Estou bem. Encontrei remédios para Violet e comida para todas nós. “

Isso parou a reprimenda que ela podia ver crescendo em sua irmã. Com uma piscadela, Lilly se abaixou e tirou da mochila as quatro latas de ensopado de carne que havia encontrado, bem como um pequeno saco de arroz.

Isso era suficiente para alimentá-las por pelo menos três dias se tivessem cuidado com as porções. Ela pegou as três caixas de medicamentos e se levantou.

“Eu preciso levar isso para Violet. Rose, você e Tulip preparem o jantar. Ficaremos aqui mais uma noite, mas precisamos nos mudar. Essas coisas estavam indo para algum lugar e eram muitas.”

“Eu não gosto disso. Pode haver mais, e eu realmente não quero ficar por aqui para descobrir.”

Rose acenou com a cabeça, pegando as latas de Lilly e gesticulou para que Tulip fosse com ela.

Lilly entrou na sala, onde Violet estava deitada em um sofá. Ela estava tão pálida, sua pele tinha um tom doentio de cinza, e a fina camada de suor em sua pele preocupava Lilly.

Ela se ajoelhou ao lado da mais nova e colocou a mão em sua testa. Ela estava queimando. Uma onda de pânico tomou conta de Lilly ao pensar que, mesmo como médica, ela não poderia ajudar a irmã mais nova.

O problema era que Violet havia colhido uma maçã de uma árvore ao sair de Monroe. Uma maçã que tinha o limo das criaturas por toda parte.

A maçã estava seca devido ao sol de meados de agosto da Louisiana, mas isso não a impediu de ficar violentamente doente e fraca.

Lágrimas queimaram seus olhos ao perceber que ela não tinha ideia do que estava lidando aqui. Até onde ela sabia, nenhum dos medicamentos que encontrou poderia ajudar a doce e amorosa adolescente de dezesseis anos.

Ignorando o medo de perder outro membro de sua família, Lilly pegou o medicamento e leu os rótulos. Uma caixa de antibióticos, uma caixa de analgésicos e uma caixa de anticoncepcionais. Excelente.

Na pressa de sair da farmácia, não perdeu tempo para ler os rótulos.

Ela enfiou as duas caixas na mochila, quase saindo da farmácia, até que se abaixou para se esconder de uma criatura e viu os antibióticos embaixo da prateleira.

Os olhos de Violet se abriram, seus profundos olhos azuis olhando cegamente para o teto. Todas as irmãs tinham a mesma genética. Todas tinham cabelos escuros, com olhos azuis impressionantes.

Algo de que seu pai sempre se orgulhou enquanto era vivo.

“Ei,” Lilly sussurrou, acariciando a bochecha de Violet, “Eu tenho alguns remédios para você. Você pode se sentar?”

Violet acenou com a cabeça fraca, mas engasgou e começou a tossir assim que tentou se mexer. O pânico passou por Lilly com o som alto enchendo a casa silenciosa.

Violet escondeu o rosto no travesseiro, abafando o som o melhor que pôde enquanto seu corpo estremecia com a tosse.

Depois de alguns minutos, Violet recuou, seus olhos fechando novamente, e Lilly piscou para conter as lágrimas ao ver sangue no travesseiro ao lado da cabeça de Violet.

“Ai, meu Deus, não”, Lilly murmurou para si mesma, afastando o cabelo do rosto da irmã mais nova.

“Eu não vou deixar você morrer, Vi. Eu juro, farei o que for preciso, mas você não vai morrer. Está me escutando?”

Violet gemeu, seus olhos permanecendo fechados. Lilly deixou cair uma lágrima, uma sensação de desamparo e derrota tomando conta de seu corpo. Não havia para onde correr.

Nenhum lugar para se esconder das criaturas, e seu corpo e mente estavam lentamente começando a desistir da luta que ainda estava por vir.

 

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